Renda média do brasileiro bate recorde histórico em 2025 e chega a R$ 3,3 mil, aponta IBGE

Pesquisa do IBGE mostra aumento da renda, avanço do emprego e crescimento da massa salarial no país; desigualdade ainda segue elevada

Da Redação

O rendimento médio mensal real da população brasileira alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Segundo a pesquisa, o valor representa crescimento de 5,4% em relação a 2024 e consolida o quarto ano consecutivo de alta na renda dos brasileiros. O levantamento considera os rendimentos provenientes do trabalho e de outras fontes, como aposentadorias, pensões e programas sociais.

O rendimento médio mensal recebido apenas por meio do trabalho também atingiu recorde histórico, chegando a R$ 3.560 em 2025, alta de 5,7% na comparação com o ano anterior. Em relação ao período pré-pandemia, o crescimento acumulado foi de 11,1%.

De acordo com o IBGE, 67,2% da população brasileira possuía algum tipo de rendimento em 2025, o equivalente a cerca de 143 milhões de pessoas. O percentual é o maior da série histórica. A Região Sul registrou a maior proporção de moradores com renda, enquanto Norte e Nordeste apresentaram os menores índices, apesar da evolução nos últimos anos.

A recuperação econômica observada após os impactos da pandemia de COVID-19 também aparece nos indicadores de rendimento. O valor médio de todas as fontes ficou 8,6% acima do registrado em 2019 e 12,8% superior ao observado em 2012.

Outro dado que chamou atenção foi o crescimento da massa de rendimento mensal real do trabalho, que atingiu R$ 361,7 bilhões em 2025 — maior valor já registrado pela pesquisa. O avanço foi de 7,5% em relação a 2024 e de 23,5% na comparação com 2019. Segundo o instituto, o resultado foi impulsionado pelo aumento da renda média e pela ampliação da população ocupada com rendimento, estimada em 101,6 milhões de pessoas.

Apesar da melhora nos indicadores, a desigualdade de renda ainda permanece elevada no país. Os 10% da população com maior rendimento concentravam 40,3% de toda a massa de rendimentos domiciliares em 2025. Em média, esse grupo recebeu 13,8 vezes mais do que os 40% da população com menores rendimentos.

A pesquisa também apontou que aposentadorias e pensões continuam sendo a principal fonte de renda fora do mercado de trabalho, alcançando 13,8% da população brasileira. Já os programas sociais do governo beneficiavam 9,1% dos moradores do país, com maior presença nas regiões Nordeste e Norte.

O rendimento domiciliar per capita também atingiu o maior patamar da série histórica, chegando a R$ 2.264 em 2025, crescimento de 6,9% frente ao ano anterior. A Região Sul liderou o ranking nacional, seguida por Centro-Oeste e Sudeste.

Entre os programas sociais, o levantamento mostrou que domicílios beneficiados pelo Bolsa Família registraram rendimento médio domiciliar per capita de R$ 774. Já entre famílias que não recebiam o benefício, a média foi de R$ 2.682.

O IBGE destacou ainda que o trabalho segue como a principal fonte de renda dos brasileiros. Em 2025, quase metade da população residente no país possuía rendimento habitual proveniente de atividades profissionais.

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