Trabalhadores denunciam falta de pagamento e condições precárias em obra da BR-163 em MS

Fiscalização do SINTICOP/MS reúne Ministério do Trabalho e MPT após denúncias de atrasos salariais, problemas em alojamentos e falta de alimentação

Da Redação

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada de Mato Grosso do Sul (SINTICOP/MS), filiado à CUT, realizou nesta quinta-feira (7) uma fiscalização em alojamentos de trabalhadores que atuam nas obras da BR-163, em Campo Grande, após denúncias relacionadas a atrasos trabalhistas e condições consideradas precárias pelos funcionários.

A ação contou com a presença do superintendente regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso do Sul, Alexandre Morais Cantero, além do procurador do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul, Paulo Douglas, e representantes do setor de fiscalização do sindicato.

Segundo o SINTICOP/MS, entre as principais reclamações apresentadas pelos trabalhadores estão a falta de pagamento de verbas rescisórias, atraso no salário referente ao mês de março, suspensão de refeições em determinados dias por falta de repasse financeiro ao restaurante contratado e mudanças frequentes de hospedagem por suposta inadimplência com hotéis utilizados para alojamento.

O encontro ocorreu em um dos alojamentos onde parte dos trabalhadores está hospedada na Capital. Durante a fiscalização, relatos foram colhidos e devem integrar um relatório que será encaminhado ao Ministério Público do Trabalho e à Superintendência Regional do Trabalho.

De acordo com o presidente do SINTICOP/MS, Walter Vieira, a situação também expõe problemas relacionados à cadeia de terceirização nas obras.

“A empresa principal terceiriza o serviço, e a empresa contratada acaba repassando para outra. Quando uma delas enfrenta problemas, quem acaba prejudicado é o trabalhador, que fica desassistido em seus direitos”, afirmou.

Ainda segundo o sindicato, parte dos trabalhadores manifestou interesse em retornar às cidades de origem diante da situação enfrentada nos últimos dias.

As denúncias seguem sendo apuradas pelos órgãos responsáveis. Até o momento, não houve posicionamento público das empresas citadas pelos trabalhadores sobre os apontamentos apresentados durante a fiscalização.

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