Dourados decreta calamidade pública em saúde após avanço da chikungunya

Município de MS enfrenta aumento expressivo de casos, sobrecarga hospitalar e inicia vacinação nos próximos dias

Da Redação

A Prefeitura de Dourados decretou situação de calamidade pública em saúde diante do avanço da Chikungunya no município. A medida foi adotada após o aumento acelerado de casos e a pressão sobre a rede de atendimento, que já opera acima da capacidade.

Antes concentrada na Reserva Indígena, a doença passou a se espalhar também por bairros da área urbana, ampliando o alcance da transmissão. Dados oficiais indicam mais de 6 mil casos prováveis da doença e uma taxa de positividade de 64,9%, considerada elevada pelas autoridades de saúde.

A decisão ocorre após uma sequência de decretos. Em março, o município já havia declarado situação de emergência em saúde pública e, dias depois, emergência em defesa civil nas áreas afetadas. O novo decreto, com validade de 90 dias, eleva o nível de alerta e segue orientações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), responsável pela coordenação das ações de enfrentamento.

Além do avanço da doença, a prefeitura aponta a sobrecarga do sistema de saúde como fator determinante. A taxa de ocupação de leitos chegou a cerca de 110%, indicando limite na capacidade de resposta, inclusive para casos graves.

Até os últimos levantamentos, o município registrava milhares de notificações, com parte confirmada laboratorialmente e outros casos ainda em investigação. O número de mortes relacionadas à doença também foi confirmado, com maior incidência entre moradores da reserva indígena.

Vacinação começa na próxima semana

A campanha de vacinação contra a chikungunya está prevista para começar na próxima segunda-feira (27). As doses já começaram a chegar ao município, e profissionais de saúde passam por capacitação para orientar a população e realizar triagem antes da aplicação.

A imunização seguirá critérios definidos pelo Ministério da Saúde. Poderão receber a vacina pessoas entre 18 e 60 anos, desde que não apresentem condições específicas que contraindiquem a dose.

Entre os impedimentos estão gestação, imunossupressão, tratamento oncológico ativo, doenças autoimunes e presença de múltiplas comorbidades. Também ficam de fora pessoas que tiveram a doença recentemente ou que estejam em estado febril no momento da vacinação.

A estratégia prevê que a aplicação ocorra de forma gradual, com avaliação individual de cada paciente. A distribuição das doses será feita nas unidades de saúde do município, incluindo áreas indígenas. Está prevista ainda uma ação em formato drive-thru no feriado de 1º de maio.

Recursos e enfrentamento

No fim de março, o governo federal destinou R$ 900 mil para reforçar ações de vigilância, controle do mosquito Aedes aegypti e atendimento à população. Os recursos também devem ser utilizados para apoiar equipes de saúde e ampliar a capacidade de resposta do município.

A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito infectado e pode causar dores articulares intensas, além de outras complicações. Em casos mais graves, pode levar à internação e, em situações extremas, ao óbito.

A expectativa das autoridades é que as medidas emergenciais, aliadas à vacinação e ao reforço no controle do vetor, contribuam para reduzir o ritmo de transmissão nas próximas semanas.

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