Desemprego cai para 5,2% no Brasil e atinge menor taxa para o terceiro trimestre desde 2012

Pesquisa do IBGE aponta recorde de 103,6 milhões de pessoas ocupadas, crescimento da renda dos trabalhadores e informalidade de 37,5% no país.

Da Redação

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o país também alcançou um número recorde de 103,6 milhões de pessoas ocupadas.

O resultado representa uma redução em relação ao segundo trimestre deste ano, quando a taxa estava em 5,4%, e ao mesmo período de 2025, quando atingiu 5,6%.

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que acompanha o comportamento do mercado de trabalho brasileiro.

Número de desempregados cai para 5,6 milhões

A população desocupada, formada por pessoas que não estavam trabalhando, mas procuravam emprego, foi estimada em 5,6 milhões no terceiro trimestre.

O número representa uma redução de 234 mil pessoas, equivalente a 4%, em comparação com o trimestre de abril a junho, quando havia aproximadamente 5,9 milhões de desempregados.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda foi de 6,9%, o equivalente a 417 mil pessoas a menos em situação de desemprego.

Os resultados indicam uma continuidade da redução da desocupação no país, embora milhões de brasileiros ainda enfrentem dificuldades para conseguir uma oportunidade de trabalho.

Brasil registra recorde de trabalhadores ocupados

Além da queda do desemprego, o levantamento revelou que a população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente registrado desde 2012.

O crescimento foi de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a entrada de aproximadamente 581 mil pessoas no mercado de trabalho.

Em comparação com o terceiro trimestre de 2025, o número de ocupados aumentou 1,2%, representando cerca de 1,2 milhão de trabalhadores a mais.

Outro indicador que atingiu recorde foi o nível de ocupação, que corresponde à proporção de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de exercer atividade profissional.

O percentual alcançou 59%, acima dos 58,8% registrados no trimestre anterior.

Informalidade ainda atinge 38,8 milhões de brasileiros

Apesar dos resultados positivos, a informalidade permanece como um dos desafios do mercado de trabalho brasileiro.

Segundo o IBGE, 37,5% da população ocupada estava na informalidade no terceiro trimestre, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.

O percentual ficou próximo dos 37,4% registrados no trimestre anterior e abaixo dos 37,8% observados no mesmo período de 2025.

O trabalho informal inclui, entre outras situações, empregados sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria sem registro empresarial.

Essa condição pode representar menor acesso a direitos trabalhistas e mecanismos de proteção social, dependendo da atividade exercida e da situação de contribuição previdenciária.

Renda média sobe para R$ 3.790

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros chegou a R$ 3.790 no terceiro trimestre, de acordo com a pesquisa.

O valor permaneceu estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2025, equivalente a um aumento de R$ 131.

A massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos recebidos pelas pessoas ocupadas, também atingiu o maior patamar da série histórica, chegando a R$ 387,5 bilhões.

O montante cresceu 1,5% em relação ao trimestre anterior, um acréscimo de R$ 5,6 bilhões. Na comparação anual, houve avanço de 4,7%, correspondente a R$ 17,5 bilhões.

O aumento da renda total disponível pode contribuir para movimentar o comércio, os serviços e outros setores da economia, embora o comportamento do consumo também dependa de fatores como inflação, crédito e endividamento.

Mercado de trabalho mantém indicadores positivos

Os números divulgados pelo IBGE mostram um cenário de redução do desemprego, ampliação da população ocupada e crescimento dos rendimentos em relação ao ano anterior.

Entretanto, a permanência de quase 39 milhões de trabalhadores na informalidade demonstra que o aumento da ocupação não elimina os desafios relacionados à qualidade e à proteção dos postos de trabalho.

A Pnad Contínua acompanha regularmente esses indicadores e permite avaliar as mudanças no emprego, na renda e nas condições de trabalho da população brasileira.

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