Programa Brasil Contra o Crime Organizado apreende 82 toneladas de drogas e causa prejuízo de R$ 1,6 bilhão às facções em 30 dias

Ações coordenadas pelo Ministério da Justiça resultaram em quase 8 mil prisões, apreensão de armas, bloqueio de bens e reforço da segurança em presídios

Da Redação

O Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo Governo Federal em maio deste ano, registrou resultados expressivos em seus primeiros 30 dias de atuação. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), as ações realizadas em todo o país resultaram na apreensão de 82,5 toneladas de drogas, 356 armas, mais de 20 mil munições e na prisão de 7.961 pessoas.

As operações também provocaram um prejuízo estimado de R$ 1,6 bilhão às organizações criminosas, por meio da apreensão de bens, bloqueio de ativos financeiros e interrupção de atividades ilícitas.

O programa foi criado para fortalecer o combate ao crime organizado, com foco na asfixia financeira das facções, enfrentamento ao tráfico de armas e drogas, qualificação das investigações e reforço da segurança no sistema prisional.

Operações mobilizaram quase 10 mil agentes

Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a iniciativa mobilizou 9.964 profissionais de segurança pública em 11 operações realizadas em todas as unidades da Federação.

Participaram das ações forças federais, estaduais e municipais, incluindo polícias civis, militares, penais e científicas, além da Força Nacional de Segurança Pública e outros órgãos ligados ao Ministério da Justiça.

Durante o período, foram executados R$ 31,4 milhões em operações conjuntas voltadas ao enfrentamento das organizações criminosas.

Drogas, armas e explosivos retirados de circulação

Entre os materiais apreendidos estão mais de 19 mil unidades de drogas sintéticas, 312 armas de fogo, 44 armas artesanais, 2,5 quilos de explosivos e mais de 93 mil pés de maconha destruídos.

As ações atingiram diretamente a logística e a capacidade operacional das organizações criminosas em diferentes regiões do país.

Patrimônio das facções é alvo das investigações

Além das apreensões, o programa avançou na identificação e bloqueio de recursos financeiros ligados ao crime organizado.

Segundo o Ministério da Justiça, foram apreendidos R$ 523,3 milhões em bens, bloqueados R$ 22,2 milhões em ativos financeiros e aplicados R$ 10,4 milhões em multas. As operações também evitaram perdas de R$ 6,5 milhões em tributos.

Entre as ações com maior impacto financeiro estão as operações Renoe, Fronteiras, Divisas, Renarc e Biomas, responsáveis por grande parte do prejuízo causado às organizações criminosas.

Força Nacional amplia atuação em áreas estratégicas

O programa também contou com a atuação da Força Nacional de Segurança Pública em 81 frentes operacionais distribuídas por 13 estados e pelo Distrito Federal.

As equipes atuaram em regiões de fronteira, terras indígenas e áreas com incidência de crimes ambientais. Entre maio e junho, foram realizadas mais de 34 mil abordagens a pessoas e mais de 20 mil abordagens a veículos.

As operações resultaram na apreensão de drogas, armas, veículos e combustíveis, além de dezenas de prisões.

Segurança nos presídios é reforçada

Outra frente prioritária do programa é o combate à atuação das facções criminosas dentro das unidades prisionais.

Por meio do Projeto Padrão Segurança Máxima, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) coordena a modernização de 138 presídios com a entrega de equipamentos como bloqueadores de sinal de celular, scanners corporais, câmeras com reconhecimento facial, drones e viaturas blindadas.

A Operação Mute, realizada em presídios de todo o país, apreendeu 680 celulares durante a vistoria de 3.728 celas em 124 unidades prisionais.

Inteligência e capacitação fortalecem investigações

O fortalecimento da inteligência policial e da produção de provas também integra a estratégia do programa.

Nos últimos 30 dias, centenas de profissionais participaram de cursos de comparação balística, papiloscopia e cadeia de custódia. Além disso, institutos médico-legais receberam novos equipamentos periciais para ampliar a capacidade de investigação criminal.

Amazônia e combate à lavagem de dinheiro

O programa também atua na Amazônia Legal e em regiões de fronteira por meio do projeto Território Seguro, Amazônia Soberana, que prevê investimentos de R$ 209 milhões para combater organizações criminosas e ampliar oportunidades econômicas legais para a população local.

Outra frente estratégica é o combate à lavagem de dinheiro. A Rede de Laboratórios Estratégicos contra o Crime (Rede-Lab Crim), criada em 2026, reúne 65 laboratórios especializados em rastrear recursos ilícitos e apoiar investigações financeiras em todo o país.

Segundo o Ministério da Justiça, a integração entre inteligência, investigação, repressão qualificada e fortalecimento institucional continuará sendo a base das ações para reduzir a atuação das organizações criminosas e ampliar a segurança da população.

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