Intenção de consumo das famílias em Campo Grande recua em maio, aponta pesquisa

Índice registra queda de 0,5% em maio de 2026, com redução na confiança para compra de bens duráveis e no nível de consumo das famílias

Da Redação

A intenção de consumo das famílias em Campo Grande apresentou recuo em maio de 2026, segundo dados da Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF). O índice geral ficou em 108,2 pontos, registrando queda mensal de 0,5%, apesar de permanecer acima da linha de satisfação, considerada a partir dos 100 pontos.

Os dados mostram que a redução foi puxada principalmente pela piora na percepção sobre o momento para aquisição de bens duráveis e pela diminuição no nível de consumo atual das famílias. O indicador relacionado à compra de duráveis teve retração de 2,3% no mês, enquanto o nível de consumo atual caiu 1,7%.

Mesmo com a desaceleração, o levantamento aponta que os consumidores ainda mantêm percepção positiva em relação ao emprego e à renda. O índice de situação atual do emprego avançou 0,7% em maio, alcançando 140,5 pontos. Já a avaliação da renda atual permaneceu estável, em 116,4 pontos.

Segundo a pesquisa, 53,4% dos entrevistados afirmaram se sentir mais seguros no emprego em comparação ao mesmo período do ano passado. Outros 24,8% disseram estar na mesma situação, enquanto 12,9% relataram menor segurança profissional.

Em relação à renda familiar, metade dos entrevistados afirmou que os ganhos permanecem iguais aos do ano passado, enquanto 32,6% disseram perceber melhora financeira.

Crédito e consumo seguem pressionados

A pesquisa também revelou cautela das famílias em relação ao acesso ao crédito e ao consumo. O indicador de facilidade para obtenção de crédito caiu para 90 pontos, permanecendo abaixo da linha de satisfação. Entre os entrevistados, 25,5% consideram mais difícil conseguir empréstimos ou compras a prazo atualmente.

O nível de consumo atual também demonstra retração. Mais de um terço das famílias entrevistadas (34,6%) afirmou estar comprando menos do que no ano passado, enquanto apenas 20,8% disseram consumir mais.

Na avaliação sobre compra de bens duráveis, como eletrodomésticos e eletrônicos, 45,6% consideram que o momento atual é ruim para adquirir esses produtos. Outros 40% avaliam o cenário como favorável.

Famílias de maior renda mantêm percepção mais positiva

Os dados da ICF mostram diferenças entre as faixas de renda. Entre famílias com rendimento acima de 10 salários mínimos, o índice geral atingiu 122 pontos, mantendo percepção mais positiva em relação ao consumo, emprego e aquisição de bens duráveis. Já entre famílias com renda de até 10 salários mínimos, o indicador ficou em 105,5 pontos.

A pesquisa considera indicadores relacionados ao emprego, renda, acesso ao crédito, consumo atual e perspectivas futuras das famílias. O levantamento foi realizado com pelo menos 500 famílias de Campo Grande nos últimos dez dias de abril de 2026.

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