Postagem destaca diálogo entre nações e é divulgada dias após anúncio de nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos

Da Redação
Em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o governo federal publicou nesta segunda-feira (20), data em que é celebrado o Dia da Amizade, uma mensagem nas redes sociais destacando a importância do diálogo e da cooperação entre países. A arte divulgada mostra as bandeiras do Brasil, Estados Unidos, China, União Europeia, Argentina e Índia de mãos dadas.
A publicação ocorre poucos dias após o anúncio do governo norte-americano de uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.
Na legenda, o governo brasileiro ressalta que a cooperação internacional é fundamental para enfrentar desafios globais, ampliar mercados e estimular o crescimento econômico, preservando a diplomacia e a soberania de cada país.
“Nesse 20 de julho, Dia da Amizade, vale destacar a relevância do diálogo e da cooperação entre as nações. A colaboração internacional contínua atua como um mecanismo para mitigar crises globais, ampliar mercados e promover o crescimento econômico coordenado entre os países, sem ofender a diplomacia e a soberania de cada nação”, diz a publicação.
A mensagem foi interpretada como um sinal de defesa das relações diplomáticas em um momento de incerteza nas negociações comerciais entre os dois países.
Nova tarifa entra em vigor com regra de transição
O novo pacote tarifário anunciado pelos Estados Unidos prevê a cobrança adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados ou retirados de armazéns para consumo a partir da data de vigência da medida.
O governo norte-americano estabeleceu, no entanto, uma regra de transição. Mercadorias embarcadas antes de 22 de julho poderão ser liberadas da sobretaxa, desde que cheguem aos Estados Unidos até 29 de julho.
A tarifa será somada aos impostos de importação já existentes. Assim, um produto que atualmente paga 5% de imposto passará a recolher 30%, considerando a alíquota original acrescida da nova cobrança.
Produtos isentos e setores afetados
O documento divulgado pelas autoridades americanas também prevê exceções para produtos considerados estratégicos ou cuja produção interna seja insuficiente.
Entre os itens isentos estão aeronaves civis e componentes aeronáuticos, café solúvel sem sabor, mel orgânico, ferro-gusa, hidróxido de alumínio, determinados pescados, couros e peles, obras de arte, antiguidades, roupas usadas, resíduos contendo metais preciosos e diversos produtos farmacêuticos.
Por outro lado, pedidos de isenção apresentados por segmentos ligados à fabricação de máquinas agrícolas, calçados, equipamentos elétricos, papel, aço, açúcar orgânico e outros produtos manufaturados foram rejeitados pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Segundo informações divulgadas pela CNN, o governo brasileiro deve realizar reuniões ao longo desta semana com representantes dos setores afetados para discutir medidas de apoio às empresas e avaliar alternativas diante do novo cenário comercial. Apesar da manutenção do diálogo por parte do Brasil, as perspectivas para uma nova rodada de negociações com o governo norte-americano são consideradas limitadas neste momento.



