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Feminicídio em MS: criança de 9 anos presencia crime que marca 10ª vítima em 2026

Mulher é morta pelo ex-companheiro em Eldorado após histórico de violência; caso expõe escalada de crimes no Estado

Da Redação

O décimo caso de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026 foi marcado pela presença de uma criança de 9 anos, que presenciou o crime ocorrido na noite de domingo (12), em Eldorado.

A vítima, Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, foi morta pelo ex-companheiro, Valdecir Caetano dos Santos, que, em seguida, atentou contra a própria vida no local.

De acordo com a polícia, o homem foi até a residência da vítima e efetuou disparos contra ela na frente da filha. A Polícia Militar foi acionada inicialmente e, ao chegar ao imóvel, encontrou os dois mortos, acionando posteriormente a Polícia Civil para os procedimentos investigativos.

Segundo o delegado Robilson Albertoni, o crime ocorreu em um contexto já marcado por histórico de violência doméstica. O casal manteve um relacionamento por cerca de 13 anos e estava separado há oito meses.

A vítima havia registrado ao menos três denúncias contra o ex-companheiro e chegou a solicitar medidas protetivas. “Há registros anteriores de violência doméstica, o que demonstra uma escalada que culminou neste desfecho”, afirmou o delegado.

O caso reforça um cenário preocupante no Estado. Vera é a 10ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano. Na semana anterior, a subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi assassinada em Campo Grande, em um crime que também teve repercussão estadual.

Dados recentes apontam uma sequência de feminicídios registrados em diferentes municípios de Mato Grosso do Sul ao longo de 2026, evidenciando a recorrência dos casos e a complexidade do enfrentamento à violência contra a mulher.

Rede de apoio e canais de denúncia

Diante de situações de violência, a orientação é buscar ajuda imediata. Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas por dia, oferecendo atendimento integrado com apoio psicológico, jurídico e social, além de acolhimento emergencial.

Também atuam no local instituições como Defensoria Pública, Ministério Público, Vara de Medidas Protetivas e forças de segurança, ampliando o suporte às vítimas.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 180, com atendimento gratuito e sigiloso. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

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