Levantamento do IBGE aponta menor nível de desocupação da série histórica para o período, além de recorde na redução da subutilização da força de trabalho.

Da Redação
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa estabilidade em relação ao trimestre anterior e queda de 0,6 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice era de 6,2%.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, este é o menor índice de desemprego registrado para o trimestre de março a maio desde o início da série histórica, em 2012. Também é a primeira vez que a taxa permanece abaixo de 6% para esse período.
Outro indicador que atingiu o menor patamar da série histórica foi a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que caiu para 13,3%. O levantamento também registrou redução de 5,7% tanto na população subutilizada quanto na população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas em comparação com o trimestre anterior.
Emprego formal permanece estável
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi estimado em 39,3 milhões de pessoas, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior. O mesmo comportamento foi observado entre os trabalhadores por conta própria, estimados em 26 milhões, e entre os empregadores, que somam 4,2 milhões.
Trabalho doméstico registra queda
Entre os segmentos pesquisados, os trabalhadores domésticos continuam apresentando retração. O contingente foi estimado em 5,4 milhões de pessoas, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas registrando redução de 328 mil postos de trabalho na comparação com o mesmo período de 2025.
Setor público amplia número de trabalhadores
O emprego no setor público apresentou crescimento de 3,6% frente ao trimestre anterior, alcançando aproximadamente 13,1 milhões de trabalhadores. Na comparação anual, o aumento foi de 2,8%, o equivalente à criação de cerca de 350 mil vagas.
Pesquisa acompanha mercado de trabalho
A PNAD Contínua é a principal pesquisa utilizada para acompanhar o mercado de trabalho brasileiro. Realizada trimestralmente pelo IBGE, ela abrange cerca de 211 mil domicílios em aproximadamente 3.500 municípios e conta com o trabalho de cerca de 2 mil entrevistadores distribuídos em mais de 500 agências do instituto em todo o país.
A pesquisa considera como taxa de desocupação o percentual de pessoas em idade para trabalhar que estão sem ocupação, mas procuraram emprego, em relação ao total da força de trabalho formada por ocupados e desocupados.



