Queda nos preços da batata, tomate e carne puxou redução no custo dos alimentos; trabalhador precisou de menos horas de trabalho para comprar a cesta

Da Redação
O preço da cesta básica caiu 7,16% em julho em Dourados, na comparação com junho, e passou de R$ 764,43 para R$ 709,69. A redução foi impulsionada principalmente pela queda nos preços da batata, do tomate e da carne, segundo levantamento do projeto O Comportamento dos Preços da Cesta Básica no Município de Dourados, desenvolvido pelo curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
Com o novo valor, a cesta passou a representar 43,78% do salário mínimo de R$ 1.621, enquanto em junho comprometia 47,16% da renda. O levantamento foi realizado na última semana de julho e na primeira semana de agosto.
Dos 13 produtos considerados na pesquisa, nove ficaram mais baratos e quatro registraram aumento.
A batata apresentou a maior redução, de 28,95%, seguida pelo tomate, com queda de 24,11%. A carne recuou 7,70%, enquanto o café ficou 4,11% mais barato. Também tiveram redução o feijão, com 3,32%; o açúcar, 2,58%; a margarina, 2,34%; o óleo de soja, 1,63%; e o arroz, 1,56%.
Na outra ponta, a banana teve a maior alta do mês, de 7,09%. O leite aumentou 6,12%, a farinha de trigo subiu 4,60% e o pão francês teve elevação de 0,40%.
Batata, tomate e carne puxam redução
Segundo a pesquisa, a queda da cesta básica em julho foi influenciada principalmente pela redução dos preços da carne, do tomate e da batata. Juntos, esses produtos representam 54,84% do valor total da cesta analisada no município.
Batata e tomate vinham registrando aumentos expressivos nos meses anteriores, movimento que contribuiu para pressionar o custo dos alimentos. Com a redução observada recentemente, ajudaram a puxar o preço total da cesta para baixo.
Julho também marcou o segundo mês consecutivo de queda no valor da cesta básica em Dourados.
Diferença entre supermercados chega a R$ 138,79
A pesquisa também identificou diferença significativa nos valores cobrados entre estabelecimentos comerciais da cidade. Considerando os mesmos produtos, a variação chegou a R$ 138,79, equivalente a 17,39%.
O resultado reforça que a pesquisa de preços antes da compra pode representar economia para o consumidor. Levantamentos realizados por órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, também podem auxiliar na comparação dos valores praticados nos supermercados.
Trabalhador precisa de menos horas para comprar alimentos
A redução nos preços também teve reflexo no poder de compra do trabalhador.
Em junho, eram necessárias aproximadamente 103 horas e 45 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica em Dourados. Em julho, esse tempo caiu para 96 horas e 19 minutos.
Na prática, são cerca de 7 horas e 26 minutos a menos de trabalho para comprar os mesmos alimentos, resultado diretamente relacionado à redução do custo da cesta no município.
A cesta analisada segue a composição estabelecida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e inclui açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão francês e tomate.



