Índice divulgado pela ONU aponta avanço do Brasil em educação, renda e longevidade; melhora no ensino foi um dos principais destaques do levantamento

Da Redação
O Brasil alcançou em 2024 o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da sua história, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Organização das Nações Unidas (ONU). O país atingiu a marca de 0,805 em uma escala que vai de zero a 1, entrando oficialmente na faixa de “muito alto desenvolvimento humano”.
O resultado consta no relatório “Radar IDHM: Evolução do IDHM e de Seus Componentes, Período de 2012 a 2024”, apresentado em Brasília. O indicador mede fatores ligados à qualidade de vida da população, considerando critérios como educação, renda e expectativa de vida.
Entre os principais avanços registrados no período está a evolução da educação. O índice relacionado ao setor passou de 0,679, em 2012, para 0,798 em 2024, sendo apontado como um dos fatores que mais contribuíram para a melhora geral do desempenho brasileiro.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o resultado reflete políticas públicas implementadas nos últimos anos. Segundo ele, os avanços nos indicadores sociais e econômicos impactaram diretamente o desempenho do país no levantamento internacional.
Durante a apresentação do relatório, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou a redução das desigualdades sociais e o crescimento econômico como fatores relacionados ao avanço do índice.
O relatório também menciona programas de transferência de renda como elementos relevantes para a melhora dos indicadores sociais. Entre eles, o Bolsa Família foi citado pelo PNUD por associar o benefício financeiro ao acompanhamento escolar e de saúde de crianças e adolescentes.
De acordo com a economista Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do escritório do PNUD no Brasil, a exigência de frequência escolar ajuda a reduzir a evasão e o trabalho infantil, ampliando o acesso à educação básica.
Pelas regras do programa, estudantes entre quatro e 17 anos precisam estar matriculados e manter frequência mínima nas aulas. Crianças menores de sete anos também devem seguir o calendário de vacinação e acompanhamento nutricional, enquanto gestantes precisam realizar o pré-natal.
Especialistas apontam que políticas voltadas à educação, assistência social e combate à pobreza têm impacto direto nos indicadores de desenvolvimento humano, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social.
O IDHM é utilizado internacionalmente para avaliar condições de vida da população e orientar políticas públicas. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do país nos critérios avaliados pelo levantamento.



