Medida deve ampliar participação de estudantes do ensino médio e integrar Enem ao sistema nacional de avaliação da educação básica

Da Redação
O Ministério da Educação anunciou nesta segunda-feira (8) uma mudança no processo de participação de estudantes da rede pública no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A partir da edição de 2026, alunos concluintes do ensino médio em escolas públicas passarão a ter inscrição automática no exame.
A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 422/2026 e faz parte de uma estratégia do governo federal para ampliar a adesão ao Enem e fortalecer sua integração ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Segundo o MEC, os estudantes matriculados no 3º ano do ensino médio serão inscritos automaticamente com base nas informações encaminhadas pelas redes estaduais e municipais de ensino. Após a inscrição, o aluno deverá apenas confirmar a participação, selecionar a língua estrangeira da prova e informar a necessidade de recursos de acessibilidade, caso precise.
Além da automatização das inscrições, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, prevê ampliar significativamente o número de locais de prova em todo o país.
A estimativa do ministério é de que cerca de 10 mil escolas passem a receber as provas do Enem, permitindo que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública realizem o exame na própria unidade onde estudam.
O MEC também informou que avalia medidas de apoio logístico para estudantes que precisarem se deslocar até outros municípios para participar da avaliação, incluindo alternativas de transporte.
Com as mudanças, a expectativa do governo é elevar o índice de participação dos concluintes da rede pública no Enem para pelo menos 70% já em 2026.
A proposta também reforça o papel do exame como instrumento de avaliação da educação básica e porta de entrada para universidades públicas, programas de bolsas e financiamento estudantil.
Nos últimos anos, especialistas em educação apontaram queda na participação de estudantes concluintes no Enem, especialmente após os impactos provocados pela pandemia e pelas dificuldades de acesso em regiões mais afastadas.
Com a automatização das inscrições e a descentralização dos locais de prova, o governo aposta em maior inclusão e redução das barreiras de acesso ao exame.



