Presidente destaca competitividade do setor, aposta em biocombustíveis e crescimento da produção de veículos no país

Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (5), que a indústria automotiva brasileira precisa ampliar sua atuação internacional, com foco em mercados da América Latina e da África. A declaração foi feita durante evento que marcou os 70 anos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em Brasília.
Segundo o presidente, a proximidade geográfica e as condições de produção colocam o Brasil em posição estratégica para competir nesses mercados, reduzindo a dependência de decisões tomadas por matrizes estrangeiras. A avaliação é de que há espaço para ampliar a presença da indústria nacional fora do país.
Durante o discurso, Lula também destacou o papel do governo na expansão do setor, apontando a necessidade de estimular o consumo interno como parte da estratégia de fortalecimento da cadeia produtiva. Ele mencionou ainda a qualificação da mão de obra brasileira como um dos diferenciais da indústria nacional.
Outro ponto abordado foi o potencial dos biocombustíveis. O presidente citou a experiência recente do Brasil em eventos internacionais para defender a eficiência do modelo energético adotado no país, com menor emissão de gases de efeito estufa em comparação a outras matrizes utilizadas globalmente.
As declarações ocorrem em um momento de desempenho positivo do setor automotivo. Dados recentes indicam que a produção de veículos no país apresentou crescimento expressivo, com março registrando o melhor resultado para o mês nos últimos anos. No acumulado do ano, a produção também mantém trajetória de alta.
Atualmente, a indústria automotiva brasileira conta com dezenas de fábricas distribuídas em diferentes estados, com impacto relevante na geração de empregos e na economia. O setor reúne cerca de 1,3 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos e representa uma parcela significativa da produção industrial do país.
A combinação entre crescimento interno, busca por novos mercados e aposta em alternativas energéticas coloca o setor em um momento de transição, com desafios ligados à competitividade global e às mudanças tecnológicas que impactam a mobilidade.



