Deputada federal foi a candidata mais votada para a Câmara em Mato Grosso do Sul nas Eleições 2026 e ficou atrás apenas do recorde de Zeca do PT, registrado em 2014

Da Redação
Camila Jara (PT) foi reeleita deputada federal neste domingo (4) com 154.157 votos e alcançou a segunda maior votação nominal da história de Mato Grosso do Sul para a Câmara dos Deputados.
Com 100% das seções eleitorais totalizadas, a parlamentar terminou como a candidata a deputada federal mais votada do Estado, com 10,85% dos votos válidos. O resultado ficou atrás apenas da marca alcançada pelo ex-governador Zeca do PT em 2014, quando recebeu 160.556 votos.
A diferença entre os dois resultados históricos foi de 6.399 votos.
Camila também superou a votação de Edson Giroto, que recebeu 147.343 votos nas eleições de 2010 e, na época, havia estabelecido uma das maiores marcas já registradas para o cargo em Mato Grosso do Sul.
Resultado superou expectativa
Após a confirmação da reeleição, Camila afirmou que o desempenho nas urnas superou suas expectativas.
“Eu sabia que a nossa luta, o nosso mandato e a nossa construção iriam representar um futuro para Mato Grosso do Sul. Mas essa votação surpreendeu e mostra o quanto nós estamos na direção certa”, declarou durante encontro com apoiadores em Campo Grande.
A deputada inicia em 2027 seu segundo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.
Imposto de Renda, educação e violência contra mulheres
Ao comentar as prioridades para o próximo mandato, Camila citou mudanças na tributação da renda, ampliação de políticas educacionais e medidas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Entre as propostas defendidas está a redução da carga tributária sobre trabalhadores, acompanhada de maior cobrança sobre faixas de renda mais elevadas.
A parlamentar também defendeu a ampliação do programa Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes no ensino médio.
“O Pé-de-Meia é uma ajuda que permite que os nossos estudantes continuem no ensino médio, estudando, se qualificando e ganhando mais renda. Queremos que ele seja para todos os estudantes”, afirmou.
Outra pauta citada foi o combate ao feminicídio e à violência doméstica. Camila defendeu o uso de monitoramento eletrônico para agressores como instrumento para reforçar a proteção de mulheres ameaçadas.
Diálogo com bancada de Mato Grosso do Sul
Camila será a única representante do PT entre os oito deputados federais eleitos por Mato Grosso do Sul.
A parlamentar afirmou que pretende manter o diálogo com integrantes de outros partidos na Câmara e buscar convergência em pautas relacionadas ao Estado.
“A gente tem que avançar além da polarização do país”, declarou.
Entre os problemas apontados pela deputada estão a falta de vagas em creches e a tributação enfrentada por pequenos empreendedores. Ela também criticou benefícios fiscais concedidos a grandes empresas e multinacionais.
Camila lidera votação; Pollon fica em segundo
Camila terminou à frente de Marcos Pollon (PL), que foi reeleito com 140.129 votos. Rose Modesto (União Brasil) aparece na sequência, com 124.409 votos.
Também foram eleitos Mara Caseiro (PL), com 120.199 votos; Rodolfo Nogueira (PL), com 103.303; Beto Pereira (Republicanos), com 77.485; Isa Marcondes (Republicanos), com 76.956; e Dagoberto Nogueira (PP), com 56.217 votos.
A composição também amplia a participação feminina na representação sul-mato-grossense. Quatro das oito cadeiras do Estado na Câmara serão ocupadas por mulheres: Camila Jara, Rose Modesto, Mara Caseiro e Isa Marcondes.
Segundo turno presidencial
Camila também afirmou que continuará participando da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará o segundo turno da eleição presidencial.
Segundo a deputada, a estratégia deverá incluir a ampliação do diálogo com diferentes setores do eleitorado, entre eles microempreendedores e trabalhadores.
A parlamentar afirmou ainda que pretende participar das atividades da campanha presidencial a partir desta segunda-feira (5).



