Brasil pode avançar às oitavas mesmo em terceiro lugar do grupo; cenário seria inédito em Copas

Seleção enfrenta a Escócia nesta quarta-feira e depende apenas de uma vitória para garantir a liderança do Grupo C, mas novo regulamento amplia possibilidades de classificação.

Da Redação

A Seleção Brasileira entra em campo nesta quarta-feira (24) com a liderança do Grupo C em jogo e a possibilidade de garantir vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Uma vitória sobre a Escócia assegura a primeira colocação da chave, mas o novo formato da competição permite que o Brasil avance ao mata-mata até mesmo em um cenário de derrota.

Com a ampliação do número de seleções classificadas para a fase eliminatória, os oito melhores terceiros colocados dos grupos também conquistam vaga nas oitavas de final. A mudança aumenta as possibilidades de classificação e mantém diversas equipes na disputa até a rodada final.

Atualmente líder do Grupo C, o Brasil depende apenas de seus próprios resultados para confirmar a ponta da tabela. Caso vença a Escócia, a Seleção avança sem depender de qualquer combinação de resultados.

Derrota pode levar Brasil ao terceiro lugar

No cenário mais desfavorável, uma derrota para a Escócia deixaria o Brasil com quatro pontos. Com isso, a equipe europeia chegaria a seis pontos.

Se Marrocos também vencer sua partida contra o Haiti, alcançará sete pontos e assumirá a liderança da chave. Nesse caso, a Seleção Brasileira terminaria a fase de grupos na terceira colocação.

Mesmo assim, a equipe ainda teria chances concretas de avançar às oitavas de final, dependendo da comparação de sua campanha com a dos demais terceiros colocados dos outros grupos.

Novo formato amplia chances de classificação

A edição atual da Copa do Mundo adota um sistema mais abrangente de classificação para a fase eliminatória.

Além dos dois primeiros colocados de cada grupo, os oito melhores terceiros colocados também avançam ao mata-mata. A mudança torna a disputa mais equilibrada e mantém diversas seleções vivas na competição até os últimos jogos da fase de grupos.

Com o regulamento, equipes que não conseguem terminar entre os dois primeiros de suas chaves ainda podem seguir no torneio desde que apresentem desempenho superior aos demais terceiros colocados.

Até o encerramento da rodada, várias seleções aparecem com pontuações semelhantes na disputa por essas vagas, fazendo com que critérios de desempate ganhem importância.

Histórico mostra que terceiros colocados já chegaram à final

Embora a classificação dos terceiros colocados seja novidade nesta edição, o modelo já foi utilizado em Copas anteriores.

Nos Mundiais de 1986, 1990 e 1994, quando a competição contava com 24 seleções distribuídas em seis grupos, os quatro melhores terceiros colocados também avançavam para as oitavas de final.

Em 1994, a Itália chegou à final da Copa após se classificar em terceiro lugar em sua chave. A equipe italiana acabou derrotada pelo Brasil na decisão que garantiu o tetracampeonato mundial.

Situação semelhante ocorreu em 1990, quando a Argentina avançou como terceira colocada do grupo e também alcançou a final, mas foi superada pela Alemanha.

Brasil busca manter tradição

Historicamente, a Seleção Brasileira costuma avançar às fases eliminatórias como líder de grupo. Nas últimas décadas, foram raras as ocasiões em que a equipe terminou a primeira fase fora da liderança.

Em 2010, na Copa do Mundo da África do Sul, o Brasil encerrou a fase de grupos na segunda colocação, atrás de Portugal. Situação semelhante ocorreu nas edições de 1974 e 1978, disputadas em formatos diferentes dos atuais.

Agora, diante da Escócia, a equipe tenta manter a tradição de protagonismo na fase inicial e garantir uma classificação mais confortável para a sequência da competição.

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