Bloco Sul de Sapinhoá, com cerca de 460 km², pode ser incluído em futuras rodadas de partilha de produção

Da Redação
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis aprovou estudos geoeconômicos sobre o bloco exploratório Sul de Sapinhoá, localizado no Polígono do Pré-Sal da Bacia de Santos. A decisão foi tomada na última sexta-feira (24) e representa uma etapa inicial para a possível inclusão da área em futuras rodadas de licitação.
Os estudos fazem parte do planejamento estratégico da agência para o biênio 2026/2027 e agora serão encaminhados ao Ministério de Minas e Energia, responsável por avaliar a viabilidade de ofertar o bloco ao mercado. A área em análise possui cerca de 460 quilômetros quadrados.
Caso avance, a proposta ainda dependerá de deliberação do Conselho Nacional de Política Energética, que define quais blocos poderão ser incluídos nas rodadas de licitações sob o regime de partilha de produção, além dos parâmetros econômicos aplicáveis.
Segundo a ANP, as análises preliminares indicam que a região apresenta condições técnicas e financeiras favoráveis para o desenvolvimento de projetos de exploração de petróleo e gás natural. A avaliação considera fatores como potencial geológico, viabilidade econômica e infraestrutura existente.
O bloco Sul de Sapinhoá poderá, futuramente, integrar o modelo de Oferta Permanente de Partilha de Produção, no qual empresas interessadas disputam áreas previamente autorizadas. Nesse sistema, parte da produção obtida é compartilhada com a União, conforme previsto em contrato.
De acordo com a agência reguladora, a seleção de blocos em áreas consideradas estratégicas busca ampliar as reservas nacionais e atender à demanda crescente por energia no país. A inclusão de novas áreas no portfólio também é vista como uma forma de manter o nível de investimentos no setor.



