Suspeita confessou o assassinato de Rose Batista Cabreira e afirmou que o crime foi planejado dias antes; Polícia Civil investiga a participação do ex-companheiro da autora.

Da Redação
Uma mulher de 50 anos foi presa em flagrante na manhã de domingo (2), suspeita de matar Rose Batista Cabreira, de 41 anos, na Aldeia Jaguapiru, em Dourados (MS). O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. O atual companheiro da vítima, que é ex-marido da suspeita, é considerado foragido e é apontado pelas investigações como possível participante do crime.
Com este caso, Mato Grosso do Sul contabiliza 19 feminicídios registrados em 2026, segundo os dados divulgados pelas autoridades.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) foram acionadas por volta das 11h. No local, os policiais encontraram a vítima já sem vida, com diversos ferimentos provocados por arma branca.
Durante as diligências, a Polícia Militar localizou e prendeu a suspeita, que confessou o crime ainda no local.
Em depoimento, ela afirmou que agiu por vingança, alegando acreditar que Rose teria envolvimento na morte de seu irmão. A investigada também declarou que o ex-marido participou do planejamento da ação, levando a vítima de motocicleta até o local onde ela aguardava.
Segundo o relato prestado à polícia, durante o ataque o homem teria tentado impedir as agressões, mas a vítima acabou sendo esfaqueada.
Investigação aponta planejamento prévio
Conforme informações da Polícia Militar, a suspeita declarou que o crime vinha sendo planejado desde a semana anterior. Segundo ela, uma primeira tentativa de atrair a vítima para uma emboscada ocorreu no dia 26 de julho, mas a ação não foi executada.
No sábado (1º), de acordo com o depoimento, um novo encontro entre os dois teria definido a execução do plano para o domingo. A vítima foi levada ao local de motocicleta e atingida por golpes de faca.
Ainda conforme a investigação, após ser ferida, Rose conseguiu caminhar por alguns metros antes de cair e morrer.
Arma segue desaparecida
Após o crime, a suspeita relatou ter entregue a faca utilizada no homicídio para a filha, com a intenção de escondê-la. A Polícia Civil realizou buscas na residência, mas a arma ainda não foi localizada.
As investigações continuam para localizar o homem apontado como possível participante da ação e esclarecer o grau de envolvimento dele no planejamento e na execução do crime. Caso a participação seja confirmada, ele poderá responder criminalmente pelos fatos apurados.
A Polícia Civil segue com as investigações.



