Junho Violeta alerta para o ceratocone e reforça importância do diagnóstico precoce para evitar perda da visão

Campanha nacional destaca os riscos da doença que afeta a córnea, geralmente surge na adolescência e pode ser agravada pelo hábito de coçar os olhos

Da Redação

O mês de junho é marcado pela campanha Junho Violeta, iniciativa voltada à conscientização sobre o ceratocone, doença progressiva que afeta a córnea e pode comprometer significativamente a qualidade da visão quando não identificada e tratada de forma precoce.

A condição provoca alterações na estrutura da córnea, membrana transparente localizada na parte frontal dos olhos. Com o avanço da doença, a córnea se torna mais fina e assume um formato semelhante ao de um cone, causando distorções visuais e favorecendo o surgimento de graus elevados de miopia e astigmatismo.

Os primeiros sinais costumam aparecer durante a adolescência ou no início da vida adulta. Entre os sintomas mais comuns estão visão embaçada, dificuldade para enxergar com nitidez, sensibilidade excessiva à luz, alterações frequentes no grau dos óculos e irritação ocular persistente.

Segundo especialistas, um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e agravamento do ceratocone é o hábito de coçar os olhos repetidamente. A prática pode acelerar a deformação da córnea, especialmente em pessoas com predisposição genética ou que sofrem de alergias oculares.

A campanha Junho Violeta busca ampliar o conhecimento da população sobre a doença e incentivar a realização de consultas oftalmológicas regulares. O diagnóstico precoce permite acompanhar a evolução do quadro e adotar tratamentos capazes de retardar ou interromper a progressão da doença, contribuindo para a preservação da visão.

Embora não tenha cura definitiva, o ceratocone pode ser controlado por meio de diferentes abordagens terapêuticas, que variam conforme o estágio da doença. Por isso, a orientação é procurar avaliação médica ao perceber alterações na qualidade da visão ou sintomas persistentes nos olhos.

A conscientização e o acompanhamento oftalmológico são considerados fundamentais para reduzir os impactos da doença e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes.

Compartilhe esta postagem:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × 3 =

contato@mspantanalnews.com.br