Iniciativa do Governo Federal aposta na produção sustentável, alimentação saudável e fortalecimento da agricultura familiar em todos os estados

Da Redação
O fortalecimento da produção agroecológica e da agricultura familiar tem sido uma das apostas do Governo Federal para ampliar o acesso a alimentos saudáveis, gerar renda no campo e incentivar práticas sustentáveis no país. Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra”, nesta terça-feira (26), a ministra Fernanda Machiaveli detalhou as ações do programa Da Terra à Mesa, voltado ao incentivo da produção orgânica e agroecológica.
Segundo a ministra, a iniciativa busca integrar saúde alimentar, preservação ambiental e desenvolvimento econômico das famílias rurais. O programa atua com investimentos em assistência técnica, capacitação, mobilização comunitária, estruturação produtiva e apoio à transição agroecológica.
Durante a entrevista, Fernanda Machiaveli afirmou que o incentivo à agroecologia vai além da produção de alimentos orgânicos e está diretamente ligado à melhoria da qualidade de vida da população urbana e rural.
“A produção agroecológica gera impacto positivo tanto para quem consome quanto para quem produz. Há redução nos custos de produção, uso de insumos biológicos mais acessíveis e fortalecimento da renda das famílias rurais, além da oferta de alimentos mais saudáveis”, destacou.
A ministra também ressaltou os desafios ambientais enfrentados pelo país, especialmente relacionados às mudanças climáticas e à degradação do solo. Segundo ela, práticas sustentáveis são fundamentais para recuperar áreas produtivas e garantir segurança alimentar a longo prazo.
Investimentos ultrapassam R$ 195 milhões
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o programa Da Terra à Mesa já investiu mais de R$ 195 milhões desde 2024. Os recursos beneficiaram quase 29 mil famílias em todos os estados brasileiros, com participação expressiva de mulheres e jovens agricultores.
Neste mês de maio, o Governo Federal anunciou mais R$ 12,5 milhões para fomentar a transição agroecológica no Rio Grande do Norte.
A ministra também citou outras iniciativas que atuam em conjunto com a política de agroecologia, como o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o programa Ecofort, financiado por instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Banco do Brasil.
Segundo o ministério, os programas oferecem suporte técnico, acesso a tecnologias, maquinários e processos de formação voltados à produção sustentável no campo.
Agroecologia ganha espaço nas políticas públicas
A agroecologia passou a integrar oficialmente as políticas públicas federais em 2012, mas teve novas ações retomadas nos últimos anos. O modelo busca reduzir impactos ambientais da produção agrícola tradicional e incentivar métodos mais sustentáveis de cultivo.
Especialistas apontam que práticas agroecológicas contribuem para a recuperação do solo, preservação dos recursos naturais e fortalecimento da agricultura familiar, especialmente em pequenas propriedades rurais.
Além do impacto ambiental, o setor também é visto como estratégico para ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis e fortalecer economias locais.



