Vereadora critica projeto de PPPs e vê risco de privatização nas escolas municipais de Campo Grande

Luiza Ribeiro se posiciona contra proposta que prevê parcerias público-privadas na rede municipal de ensino e defende investimento direto na educação pública

Da Redação

A vereadora Luiza Ribeiro se manifestou contra o Projeto de Lei Legislativo nº 12.377/2026, protocolado na Câmara Municipal de Campo Grande, que propõe a criação de um programa de parcerias público-privadas (PPPs) para atuação dentro das escolas da Rede Municipal de Ensino (Reme).

Segundo a parlamentar, a proposta abre caminho para a privatização gradual da educação pública no município e pode impactar diretamente a gestão das escolas e a oferta dos serviços educacionais.

Em declaração sobre o projeto, Luiza Ribeiro afirmou que a discussão exige atenção da população e da comunidade escolar. Para ela, a iniciativa segue uma linha semelhante a debates anteriores envolvendo a terceirização e privatização de serviços públicos na Capital.

“Conseguimos barrar a privatização da saúde em Campo Grande graças à mobilização popular e agora precisamos novamente defender aquilo que é do povo: a educação pública”, declarou a vereadora.

A parlamentar também argumenta que o município deve priorizar investimentos diretos na estrutura física das escolas, valorização dos profissionais da educação e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao ensino.

“Nossas escolas públicas funcionam, acolhem, educam e transformam vidas todos os dias. Privatizar não é solução. É abrir mão de um direito fundamental e colocar em risco a qualidade da educação pública”, afirmou.

O projeto ainda deve ser debatido nas comissões da Câmara Municipal antes de seguir para votação em plenário. A proposta tem gerado discussões entre setores ligados à educação, especialmente sobre os limites da participação da iniciativa privada dentro das unidades escolares públicas.

Luiza Ribeiro defendeu que a gestão da educação permaneça sob responsabilidade direta do poder público, com participação da comunidade escolar nas decisões.

“Não vamos permitir que desmontem aquilo que é patrimônio da população. Somos contra a privatização e a favor de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todas, todos e todes”, concluiu.

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