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Haddad prevê crescimento de até 1% do PIB no primeiro trimestre e confirma saída do Ministério da Fazenda

Ministro afirma que economia brasileira segue aquecida e diz que deixará o cargo na próxima semana para disputar eleições

Da Redação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode crescer entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano. A estimativa foi apresentada durante entrevista ao programa 20 Minutos, do portal Opera Mundi.

Segundo o ministro, medidas adotadas pelo governo para ampliar o crédito e estimular a demanda interna têm contribuído para manter a atividade econômica aquecida.

“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Os mecanismos de mudanças no crédito e tudo que estamos fazendo para manter a demanda efetiva estão resultando na manutenção da economia aquecida”, disse.

Crescimento anual depende da taxa de juros

Durante a entrevista, Haddad evitou fazer uma previsão para o crescimento da economia ao longo de todo o ano. De acordo com ele, o desempenho anual do PIB dependerá, principalmente, da trajetória da taxa de juros.

O ministro também destacou que reformas econômicas recentes podem contribuir para ampliar o ritmo de crescimento do país nos próximos anos.

Entre elas está a Reforma Tributária do Brasil, que deve começar a entrar em vigor gradualmente a partir de 2026 e, segundo ele, tende a gerar impacto positivo sobre a atividade econômica.

Haddad também voltou a defender o Arcabouço Fiscal do Brasil, mecanismo criado para estabelecer regras de controle das contas públicas e substituir o antigo teto de gastos.

Debate sobre arrecadação e gastos

Na entrevista, o ministro afirmou que o governo tem buscado recompor a base tributária para equilibrar as contas públicas.

Segundo ele, nos últimos anos houve perda equivalente a cerca de 3% do PIB em arrecadação tributária, resultado de medidas de desoneração aprovadas pelo Congresso.

Haddad argumentou que propostas de redução de tributos costumam avançar rapidamente no Legislativo, enquanto projetos voltados à recomposição de receitas e revisão de benefícios fiscais enfrentam maior resistência.

Saída do ministério

Durante a conversa, o ministro também confirmou que deixará o Ministério da Fazenda na próxima semana. A decisão, segundo ele, está relacionada à intenção de disputar as próximas eleições, embora não tenha informado para qual cargo pretende concorrer.

Inicialmente, Haddad afirmou que pretendia permanecer no cargo para contribuir com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No entanto, o ministro disse que decidiu se afastar para ter mais liberdade na elaboração de propostas voltadas ao desenvolvimento econômico do país.

“Queria estar mais livre para pensar, fora do ministério, em um plano de desenvolvimento para o país. Mas o cenário mudou e ficou mais complexo”, afirmou.

A saída de Haddad ocorre em um momento de debate sobre crescimento econômico, controle fiscal e implementação das reformas aprovadas nos últimos anos, temas que devem permanecer no centro da agenda econômica brasileira.

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