Presidente classifica agressão como covarde e afirma que combate à violência contra mulheres será prioridade do governo em 2026

Por Karol Peralta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, nesta quinta-feira (25), a abertura de um processo interno na Controladoria-Geral da União (CGU) para a responsabilização e possível expulsão do serviço público federal de um servidor do órgão acusado de agredir uma mulher e uma criança no Distrito Federal. As imagens da agressão circularam amplamente nas redes sociais e geraram forte repercussão.
O episódio foi classificado por Lula como uma “agressão covarde” e “inadmissível”, reforçando o compromisso do governo com o combate ao feminicídio e à violência contra mulheres e crianças.
“O combate ao feminicídio e a toda forma de violência contra as mulheres é um compromisso e uma prioridade do meu governo”, escreveu o presidente em publicação nas redes sociais.
Segundo Lula, é necessária uma resposta firme do poder público, independentemente do cargo ou função ocupada pelo agressor.
“Não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças, estejam eles onde estiverem. Um servidor público deve ser exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”, afirmou.
Violência contra a mulher como prioridade em 2026
Nas últimas semanas, o presidente tem intensificado o discurso e as ações contra a violência de gênero. Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, realizado na quarta-feira (24), Lula afirmou que o enfrentamento ao feminicídio será uma das prioridades do governo federal em 2026, convocando especialmente os homens a assumirem responsabilidade no combate ao problema.
“Vou liderar um grande esforço nacional envolvendo ministérios, instituições e toda a sociedade brasileira. Nós que somos homens devemos fazer um compromisso de alma. Em nome de tudo que é mais sagrado, seja um aliado”, declarou.
Medidas adotadas pela CGU
A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que já adotou providências administrativas contra o servidor envolvido no caso. Entre as medidas anunciadas estão:
- Encaminhamento das informações à Corregedoria-Geral da União e à Comissão de Ética da CGU, com abertura imediata de investigação preliminar;
- Revogação da designação do servidor como substituto eventual da chefia imediata;
- Proibição de ingresso do servidor nos prédios da CGU, enquanto durarem as apurações.
De acordo com o órgão, os fatos indicam violação grave aos deveres funcionais previstos na Lei nº 8.112/1990, que rege o funcionalismo público federal, especialmente no artigo que determina a conduta compatível com a moralidade administrativa.
Em nota, o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, foi categórico ao afirmar que o caso não se trata de um conflito pessoal.
“Violência contra a mulher e contra crianças é crime. Não se trata de desentendimento ou questão privada. Estamos falando de agressão, violação da lei e afronta à dignidade humana”, destacou.
Segundo o ministro, a apuração criminal do caso ficará a cargo das autoridades competentes, conforme prevê a legislação penal.





