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Andifes alerta para cortes de R$ 488 milhões no orçamento das universidades federais em 2026

Entidade aponta risco ao funcionamento das instituições, à assistência estudantil e à pesquisa científica

Por Karol Peralta

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) manifestou “profunda preocupação” com os cortes no orçamento das universidades federais aprovados pelo Congresso Nacional durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Segundo a entidade, a redução pode comprometer o funcionamento regular das instituições e limitar seu papel no desenvolvimento científico, social e econômico do país.

Redução atinge 69 universidades federais

De acordo com cálculos da própria Andifes, o orçamento inicialmente previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026 para as 69 universidades federais sofreu um corte de 7,05%, o que representa uma redução de R$ 488 milhões.

Segundo a associação, os cortes ocorreram de forma desigual entre as instituições e atingiram ações orçamentárias essenciais, responsáveis pela manutenção das atividades acadêmicas e administrativas da rede federal de ensino superior.

Assistência estudantil é uma das áreas mais afetadas

Um dos pontos de maior preocupação, segundo a Andifes, é o impacto na assistência estudantil. Aproximadamente R$ 100 milhões foram retirados dessa área, o que compromete a implementação da Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024.

A entidade avalia que a redução coloca em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público, especialmente para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Orçamento de 2026 pode ficar abaixo do executado em 2025

A nota destaca ainda que, caso não haja recomposição dos recursos, o orçamento das universidades federais em 2026 poderá ficar nominalmente inferior ao valor executado em 2025, sem considerar os efeitos da inflação e os reajustes obrigatórios de contratos.

Entre os principais fatores de pressão estão os custos com mão de obra terceirizada, contratos de serviços essenciais e despesas de manutenção, que tendem a aumentar ano a ano.

Impacto também alcança Capes e CNPq

Além das universidades, a Andifes alerta que cortes semelhantes devem afetar o orçamento de instituições estratégicas para a produção científica nacional, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo a entidade, o cenário compromete o pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, além de ameaçar a sustentabilidade administrativa das universidades federais.

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