Medicamento em versão granulada facilita adesão ao tratamento e amplia o acesso à cura ainda na infância

Por Karol Peralta
O Sistema Único de Saúde (SUS) aprovou a incorporação de um novo tratamento para hepatite C em crianças de 3 a menores de 12 anos, com a inclusão de uma formulação granulada do medicamento sofosbuvir 200 mg/velpatasvir 50 mg. A decisão foi tomada em dezembro pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e publicada no Diário Oficial da União, ampliando o acesso ao tratamento e reduzindo riscos de complicações futuras.
Doença silenciosa com riscos a longo prazo
A hepatite C é uma infecção viral que atinge o fígado e, na maioria dos casos, evolui de forma silenciosa. Quando não tratada adequadamente na infância, a infecção crônica pode levar, na vida adulta, a cirrose hepática, insuficiência do fígado e câncer hepático.
O SUS já oferece diagnóstico e tratamento gratuitos da doença. Com a terapia correta, a hepatite C pode ser curada, evitando danos irreversíveis ao organismo.
Formulação infantil reduz barreiras ao tratamento
Até então, a ausência de medicamentos adequados para crianças dificultava o início precoce da terapia, atrasando o cuidado e expondo pacientes a riscos evitáveis. A nova apresentação granulada foi desenvolvida justamente para crianças que têm dificuldade de engolir comprimidos, facilitando a adesão ao tratamento.
Com a incorporação, o SUS passa a disponibilizar um medicamento considerado seguro, eficaz e adaptado ao público infantil, garantindo maior equidade no acesso às tecnologias mais modernas de saúde.
Tratamento simples e eficaz
O tratamento com o sofosbuvir/velpatasvir granulado tem duração de 12 semanas, com apenas uma dose diária. O esquema terapêutico apresenta menos efeitos colaterais e possui amplo espectro de ação, sendo eficaz contra diferentes genótipos do vírus da hepatite C.
A combinação desses fatores aumenta as chances de cura ainda na infância, reduzindo custos futuros ao sistema de saúde e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Impacto na saúde pública
A incorporação do novo medicamento reforça a estratégia de eliminação da hepatite C como problema de saúde pública, alinhada a metas internacionais de controle e erradicação da doença. O tratamento precoce contribui para interromper a cadeia de transmissão e evitar complicações graves ao longo da vida.





