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STF realiza evento em memória do 8 de janeiro e reforça defesa da democracia

Três anos após os atos golpistas, Supremo promove exposição, documentário e debates em Brasília

Por Karol Peralta

O Supremo Tribunal Federal (STF) promove no próximo 8 de janeiro, em Brasília, um evento para relembrar os atos golpistas ocorridos há três anos, quando apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, exigindo uma intervenção militar. A iniciativa busca preservar a memória do episódio e reforçar o compromisso institucional com a democracia.

Com o título “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, a programação inclui exposição, exibição de documentário, roda de conversa com jornalistas e mesa de debates, todos realizados nas dependências do STF ao longo do dia.

No início da tarde, será aberta a exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, no Espaço do Servidor do tribunal. Em seguida, o público poderá assistir ao documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”, no Museu do STF. A agenda segue com uma roda de conversa entre profissionais da imprensa e termina com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no Salão Nobre da Corte.

Golpe de Estado e memória institucional

Ao relembrar o episódio em anos anteriores, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que os atos do 8 de janeiro representaram a “face visível” de um movimento subterrâneo que articulava um golpe de Estado. Segundo o ministro, recordar a data é um esforço para que o país avance institucionalmente sem apagar os fatos da história.

Escalada de atos golpistas

Os ataques de 8 de janeiro foram precedidos por uma série de ações que questionavam o resultado das eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva. Após o segundo turno, em 30 de outubro daquele ano, houve bloqueios de rodovias e acampamentos em frente a quartéis em diferentes regiões do país.

A escalada incluiu ainda a instalação de uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal, após a queima de ônibus, no dia da diplomação presidencial.

Responsabilizações judiciais

As investigações conduzidas após os ataques resultaram em decisões judiciais do STF que responsabilizaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à contestação do resultado eleitoral. Segundo os autos, Bolsonaro teria atuado para convencer comandantes militares a aderirem a uma ruptura institucional, com o objetivo de permanecer no poder após a derrota nas urnas.

O evento desta semana busca reafirmar a importância da ordem constitucional, do Estado Democrático de Direito e da liberdade de imprensa, além de manter viva a memória de um dos episódios mais graves da história política recente do país.

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