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Segundo vazamento em menos de 24 horas atinge mina da Vale em Congonhas e provoca impacto ambiental

Extravasamento de água foi identificado na mina Viga e alcançou o rio Maranhão; caso ocorre um dia após rompimento em outra estrutura da mineradora

Por Karol Peralta

Um novo vazamento de água em mina da Vale foi registrado nesta semana em Congonhas, no interior de Minas Gerais. O extravasamento ocorreu na mina Viga, localizada na estrada Esmeril, e já atingiu o rio Maranhão, segundo informações da Defesa Civil. Apesar de não haver bloqueio de vias nem comunidades afetadas, o episódio provocou impacto ambiental e é o segundo caso envolvendo estruturas da mineradora na cidade em menos de 24 horas.


Extravasamento alcança o rio Maranhão

De acordo com a prefeitura, o vazamento identificado na mina Viga resultou no extravasamento de água para o rio Maranhão, curso d’água que integra a bacia do Paraopeba. Técnicos da Defesa Civil acompanham a situação, que, até o momento, não provocou danos diretos à população local.

O novo episódio ocorre um dia após o rompimento de uma barreira de contenção de água na mina de Fábrica, também operada pela Vale, localizada a cerca de 22 quilômetros da mina Viga.


Mina de Fábrica teve vazamento de 263 mil m³ de água turva

No caso da mina de Fábrica, o rompimento da estrutura permitiu que o material atravessasse o dique Freitas, carreando sedimentos e rejeitos de mineração. Ao todo, foram liberados 263 mil metros cúbicos de água turva, contendo minério e resíduos do processo de beneficiamento mineral.

A lama atingiu inicialmente áreas de outra mineradora, a CSN, provocando danos materiais, antes de alcançar o rio Goiabeiras, que corta parte da área urbana de Congonhas e deságua no rio Maranhão.

Segundo a CSN, o vazamento causou o alagamento de setores da unidade Pires, localizada em Ouro Preto, incluindo almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e área de embarque.


Rios atingidos integram bacia do Paraopeba

O rio Goiabeiras, afetado pelo vazamento da mina de Fábrica, é afluente do rio Maranhão. Este, por sua vez, deságua no rio Paraopeba, curso d’água que ganhou notoriedade nacional após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em janeiro de 2019.

Especialistas apontam que a turbidez elevada da água pode provocar perda de biodiversidade, redução de oxigênio, assoreamento dos rios e aumento do risco de enchentes nos próximos meses.


Sala de crise acompanha impactos ambientais

Diante dos dois episódios, foi instalada uma sala de crise com a participação das defesas civis de Congonhas e Ouro Preto, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Ministério Público de Minas Gerais.

A Secretaria de Meio Ambiente de Congonhas aplicou um auto de infração à Vale, que poderá ser convertido em multa. Segundo o município, embora a estrutura não seja classificada como barragem, o rompimento apresentou potencial para causar graves danos ambientais e sociais.


O que diz a Vale

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (26), a Vale informou que os extravasamentos foram contidos e que não houve feridos nem impacto direto sobre comunidades próximas. A empresa afirmou ainda que os episódios não têm relação com barragens e que suas estruturas seguem sendo monitoradas continuamente.

A mineradora declarou que as causas dos vazamentos estão sendo apuradas e que os procedimentos de inspeção são intensificados durante o período chuvoso.

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