Produtor musical Ivan Miyazato é citado em investigação sobre esquema bilionário do PCC em postos de combustíveis

Operação Carbono Oculto apura fraudes fiscais, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro que teriam causado prejuízo de R$ 7,6 bilhões; produtor sul-mato-grossense nega envolvimento

Por Karol Peralta

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, nesta quinta-feira (28), a Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário de fraudes fiscais, adulteração de combustíveis, lavagem de dinheiro e manipulação de preços ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre os nomes citados no processo está o do produtor musical Ivan Carlos Miyazato, natural de Campo Grande (MS), conhecido por ter trabalhado com artistas de projeção nacional como Gusttavo Lima, Luan Santana e Zé Neto & Cristiano.

Ligação com investigado do PCC

De acordo com relatórios do MPSP, Miyazato teria ligação societária com Jonas Silva Corrêa, conhecido como “Gordão”, apontado como integrante de alto escalão do PCC. Ambos aparecem como sócios em empresas do setor musical: a Miyazato Music Produções S/A e a Hiperhit Produções S/A.

Conforme os documentos, Jonas figura como diretor, enquanto Ivan é listado como presidente das companhias. As autoridades investigam se a relação entre os dois teria servido como instrumento para lavagem de dinheiro.

Esquema movimentou bilhões

Segundo as investigações, cerca de mil postos de combustíveis ligados ao PCC movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. O prejuízo estimado em impostos federais, estaduais e municipais chega a R$ 7,6 bilhões.

Cumprimento de mandados

A operação contou com o cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva, sendo seis realizados na manhã desta quinta-feira. Além de São Paulo, as ações ocorreram em Mato Grosso do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

No território sul-mato-grossense, houve cumprimento de mandados em Dourados e Iguatemi.

Defesa de Ivan Miyazato

Em nota oficial, a defesa de Ivan Miyazato afirmou que o produtor já tinha conhecimento da investigação, mas ressaltou que não existem provas de ligação dele com a facção criminosa.

“As receitas da empresa provêm da prestação de serviços lícitos e comprovadamente realizados”, destacou a defesa.

O comunicado acrescenta ainda que o produtor está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

Próximos passos

O MPSP e a Polícia Federal continuam apurando o envolvimento de empresários, gestores e operadores financeiros no esquema. A investigação busca esclarecer a dimensão da participação de cada envolvido e mapear os fluxos de recursos movimentados pela facção criminosa.

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