Investigado pela Operação Cartão Vermelho, Francisco Cezário de Oliveira, de 78 anos, foi internado às pressas no fim da tarde desta quarta-feira (5), em Campo Grande. O presidente afastado da Federação Estadual de Futebol teve uma suspeita de infarto no Presídio Militar e segue em atendimento no Hospital da Cassems.
A reportagem apurou que o “dono da bola” estava abalado com a situação da irmã, Maria Rosa Cezário. Ela tinha 80 anos, estava acamada após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e morreu.
“Ela tinha a saúde bem debilitada e isso se agravou com a prisão do irmão. Chegou a ser internada há poucos dias e não resistiu”, explicou o advogado André Borges – que faz a defesa de Cezário na operação deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado).
Por telefone, o advogado disse que o empresário segue em observação, sem informações detalhadas sobre o estado de saúde do cliente. “Vamos aguardar uma resposta concreta dos médicos pela manhã”.
Habeas corpus – Preso há 15 dias, Cezário teve o segundo pedido de liberdade negado na tarde de ontem (4). A decisão foi da desembargadora Elizabete Anache, presidente da 1ª Câmara Criminal. Na quarta-feira passada, dia 29, pelo juiz Eduardo Eugênio Siravegna Júnior, da 2ª Vara Criminal, que determinou as prisões e buscas a pedido do Gaeco decidiu manter Cezário preso “como forma de resguardar a ordem pública”.
André Borges recorreu da decisão no TJ (Tribunal de Justiça), e com a decisão da desembargadora, cabe a uma turma de magistrados analisar o pedido de habeas corpus. “A defesa continua com a firme expectativa de que será garantido o direito de se defender em liberdade”, afirmou o advogado.
Em 20 meses, a investigação do grupo constatou que Cezário desviava valores, provenientes do Estado (via convênio, subvenção ou termo de fomento) ou mesmo da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), em benefício próprio e de terceiros.
Uma das formas de desvio era a realização de frequentes saques em espécie de contas bancárias da Federação de Futebol, em valores não superiores a R$ 5 mil, para não alertarem os órgãos de controle, que depois eram divididos entre os integrantes do esquema”, informou nota divulgada pelo Ministério Público no dia da operação.
Fonte: Campo Grande News





