Diplomacia ativa amplia mercados, fortalece relações estratégicas e impulsiona recordes no comércio exterior

Por Karol Peralta
Ao completar os três primeiros anos de mandato, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou a política exterior brasileira como um dos eixos centrais do projeto de reconstrução nacional. A intensa agenda internacional, marcada por encontros bilaterais, visitas oficiais e participação em fóruns multilaterais, reposicionou o Brasil como um ator relevante no cenário internacional, ampliando mercados, fortalecendo relações diplomáticas e contribuindo para resultados expressivos no comércio exterior.
Diplomacia ativa amplia protagonismo internacional
Ao longo do período, o Brasil retomou o diálogo em alto nível com lideranças mundiais, reforçando compromissos com o multilateralismo, a cooperação internacional e a defesa das instituições democráticas. A estratégia permitiu ao país ampliar sua capacidade de articulação política, econômica e diplomática em um contexto global marcado por disputas geopolíticas e incertezas econômicas.
Esse movimento contribuiu para fortalecer a imagem do Brasil como parceiro confiável, criando condições favoráveis para a abertura de mercados internacionais, o crescimento das exportações e a atração de investimentos estrangeiros.
Mais de 60 missões internacionais e centenas de encontros bilaterais
Durante os três anos iniciais do mandato, o presidente realizou 61 missões oficiais ao exterior, recebeu 32 chefes de Estado e de governo no Brasil, manteve 190 encontros bilaterais à margem de eventos multilaterais e realizou 79 telefonemas com líderes internacionais.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, avaliou que a atuação do presidente foi determinante para ampliar o alcance da diplomacia brasileira. Segundo ele, a presença constante de Lula no cenário internacional levou ao mundo a imagem de um país comprometido com a paz, a cooperação entre as nações e o fortalecimento das instituições internacionais.
Relação com os EUA e resposta ao “tarifaço”
Outro ponto relevante da política externa foi a condução da relação com os Estados Unidos, país com o qual o Brasil mantém mais de dois séculos de relações diplomáticas. O período foi marcado pela decisão do então presidente Donald Trump de impor tarifas adicionais a produtos brasileiros, episódio que ficou conhecido como “tarifaço”.
Diante do impasse, o governo brasileiro priorizou o diálogo diplomático e a negociação técnica, além de lançar o Plano Brasil Soberano, voltado à mitigação dos impactos econômicos das tarifas. O esforço resultou, em novembro, na revogação da tarifa adicional de 40% sobre produtos agropecuários, como carne, café e frutas.
Abertura de mercados e fortalecimento do comércio exterior
Em meio às instabilidades globais, o Brasil alcançou um marco histórico com a abertura de mais de 500 novos mercados internacionais para produtos nacionais ao longo do terceiro mandato. A atuação envolveu integração entre diferentes áreas do governo e foco na promoção comercial do agronegócio, da indústria e de produtos de maior valor agregado.
A estratégia reforçou a presença das embaixadas brasileiras na promoção comercial e ampliou o acesso a mercados tradicionais e emergentes.
Recordes na balança comercial e investimentos estrangeiros
Os reflexos da política externa também apareceram nos indicadores econômicos. Em 2025, o Brasil registrou exportações de US$ 339,4 bilhões e importações de US$ 276,3 bilhões, com superávit comercial de US$ 63,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 615,8 bilhões, segundo dados oficiais.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que a integração às cadeias globais de valor é essencial para o crescimento sustentável. Além do comércio, o país também teve desempenho expressivo na atração de Investimentos Estrangeiros Diretos, que somaram US$ 84,1 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, o melhor resultado desde 2014.





