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Operação Ligação Familiar: lojas de celulares em Campo Grande são investigadas por contrabando e lavagem de dinheiro

Receita Federal e Polícia Federal cumprem mandados em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo; esquema movimentou R$ 290 milhões e emitiu R$ 18 milhões em notas fiscais frias.

Por Karol Peralta

A Operação Ligação Familiar, deflagrada nesta sexta-feira (3) pela Receita Federal em conjunto com a Polícia Federal, tem como alvo lojas de celulares suspeitas de integrar um esquema milionário de contrabando e lavagem de dinheiro em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo.

De acordo com a investigação, a rede de empresas é vinculada a um grupo de irmãos e amigos próximos. O esquema se destacava pela emissão de notas fiscais inidôneas (notas frias) para acobertar a comercialização e o transporte de mercadorias de procedência estrangeira, em especial celulares de alto valor agregado.

📌 Números da investigação
Entre janeiro de 2020 e abril de 2025, as empresas envolvidas teriam emitido R$ 18 milhões em notas fiscais frias, além de registrar movimentações bancárias que ultrapassam R$ 290 milhões. As informações fiscais dos sócios apontam indícios de movimentação financeira incompatível, ocultação de renda, enriquecimento ilícito e possíveis fraudes tributárias.

📍 Endereços das operações em Campo Grande

  • Carandá Imports: localizada na Rua Rodolfo José Pinho, aberta em 2023, com atividade registrada como “reparação e manutenção de equipamentos de comunicação”.
  • Universo do Celular: situada na Rua Ceará, no Jardim dos Estados, onde equipes apreenderam celulares, principalmente iPhones.
  • Gold Imports: localizada no Jardim Itatiaia, empresa especializada na compra de celulares antigos e venda de acessórios, como capinhas.

Até o momento, o MS Pantanal News não conseguiu contato com os responsáveis pelas lojas citadas.

⚖️ Mandados e crimes investigados
A operação cumpre 10 mandados de busca e apreensão. Os responsáveis poderão responder por descaminho e lavagem de dinheiro, crimes que preveem penas que somadas podem ultrapassar 10 anos de prisão.

No total, participam da ação 14 auditores-fiscais, 29 analistas-tributários e 29 policiais federais.

A investigação segue em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas à medida que os laudos forem concluídos.

Foto: Raíssa Rojas

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