Com 21,7 mil novos consumidores em 2025, ambiente de contratação livre avança, amplia a liberdade de escolha e prepara abertura para pequenos consumidores

Por Karol Peralta
O mercado livre de energia elétrica segue em expansão acelerada no Brasil e consolidou, em 2025, um dos maiores avanços de sua história. Somente no último ano, 21,7 mil novos consumidores passaram a integrar o ambiente de contratação livre, elevando o total para cerca de 85 mil participantes, responsáveis por aproximadamente 43% de toda a eletricidade consumida no país.
Modernização do setor elétrico impulsiona adesões
Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e refletem um movimento consistente de modernização do setor elétrico brasileiro. Empresas de diferentes portes têm buscado o modelo por oferecer maior autonomia, competitividade e a possibilidade de contratar energia de fontes renováveis, com condições comerciais mais flexíveis.
Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a expansão do mercado livre representa um avanço estratégico. Segundo ele, o modelo contribui para a segurança energética, estimula a atração de investimentos e prepara o setor para um ambiente mais aberto e alinhado às demandas do consumidor.
Serviços e comércio lideram migrações
Em 2025, os setores de serviços e comércio lideraram a entrada de novos consumidores no mercado livre. Até novembro, foram incorporados 6.478 consumidores do setor de serviços e 3.945 do comércio, evidenciando o interesse de atividades intensivas em consumo de energia por contratos mais previsíveis e negociáveis.
Crescimento ocorre em todas as regiões
O avanço do mercado livre foi registrado em todo o território nacional, inclusive fora dos grandes centros urbanos. Os maiores acréscimos ocorreram no Sudeste e Sul, com mais de 14,7 mil novos consumidores, seguidos pelo Nordeste (+3.500), Centro-Oeste (+2.000) e Norte (+1.300), reforçando a interiorização do modelo.
Liberdade de escolha e negociação
Atualmente, o mercado livre é acessível a consumidores conectados em alta tensão, que podem escolher o fornecedor, negociar preço, volume, prazo e até o tipo de energia, incluindo fontes renováveis. O modelo separa de forma transparente o custo da energia e o uso da rede de distribuição.
Como funciona o mercado livre
O processo começa com a escolha do fornecedor e a negociação do contrato. Após a assinatura, o consumidor passa a pagar separadamente pela energia contratada e pela tarifa de uso da rede, mantendo a distribuidora local responsável pela entrega física da eletricidade.
Abertura gradual para pequenos consumidores
Com o novo marco regulatório do setor elétrico, a abertura do mercado livre deve avançar nos próximos anos. A previsão é que consumidores de baixa tensão das classes industrial e comercial possam migrar até novembro de 2027, enquanto os consumidores residenciais terão acesso ao modelo até novembro de 2028.





