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Mercado financeiro mantém previsões para PIB e inflação em 2025, aponta Boletim Focus

Estimativas divulgadas pelo Banco Central indicam estabilidade nas projeções para o crescimento da economia e para o IPCA, com juros ainda elevados e dólar previsto a R$ 5,41

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Por Karol Peralta

As projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira em 2025 se mantiveram estáveis, conforme divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Boletim Focus, do Banco Central. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) continua em 2,16%, e a previsão para a inflação oficial, medida pelo IPCA, segue em 4,55% neste ano.

O relatório semanal, que reúne expectativas de instituições financeiras, indica também que o PIB deve crescer 1,78% em 2026, 1,88% em 2027 e 2% em 2028. A economia brasileira, impulsionada pelos setores de serviços e indústria, registrou alta de 0,4% no segundo trimestre deste ano, após um avanço de 3,4% em 2024, o quarto ano consecutivo de crescimento.

A previsão para o dólar também se manteve estável, com cotação esperada de R$ 5,41 ao fim de 2025, subindo levemente para R$ 5,50 em 2026.

Inflação segue acima do teto da meta

De acordo com o Boletim Focus, o mercado prevê que o IPCA feche 2025 em 4,55%, acima do teto da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

As projeções para os anos seguintes indicam uma trajetória de queda gradual da inflação, com 4,2% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028.
Depois de uma leve queda em agosto, o IPCA voltou a subir 0,48% em setembro, pressionado pela alta na conta de luz, acumulando 5,17% em 12 meses, segundo o IBGE.

Juros altos devem permanecer por mais tempo

Para manter o controle inflacionário, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na última reunião. O órgão, no entanto, sinalizou que poderá voltar a elevar os juros caso considere necessário.

Em nota, o BC destacou que o cenário internacional segue incerto, especialmente devido às políticas econômicas dos Estados Unidos, o que impacta as condições financeiras globais. Internamente, a autarquia observou que, embora a economia esteja desacelerando, a inflação continua acima da meta, o que justifica a manutenção dos juros elevados.

As projeções do mercado apontam que a Selic deve encerrar 2025 em 15%, recuando para 12,25% em 2026 e chegando a 10% até 2028.

A política de juros altos tende a conter a demanda e encarecer o crédito, freando o consumo e o investimento, mas ajuda a controlar os preços. Por outro lado, taxas menores estimulam o crédito e a atividade econômica, reduzindo o controle sobre a inflação.

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