Com 95 mortes até abril, acidentes em rodovias e áreas urbanas acendem alerta sobre segurança no trânsito no Estado

Da Redação
Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública apontam que o trânsito em Mato Grosso do Sul mantém um ritmo preocupante em 2026. Até o dia 11 de abril, foram registradas 77 ocorrências com 95 mortes em vias urbanas e rodovias, o que representa uma média de 0,94 óbito por dia — praticamente uma vida perdida a cada 25 horas.
O número se aproxima do total registrado no mesmo período do ano passado, quando 96 pessoas morreram em acidentes. A diferença é que, em 2026, os dados ainda correspondem à primeira quinzena de abril, indicando uma tendência de alta.
Entre os casos recentes está o de um jovem de 27 anos, que morreu após uma colisão frontal entre a motocicleta que conduzia e um caminhão. O acidente ocorreu na noite de sábado (11), na saída para Terenos, em Campo Grande, em um trecho conhecido como Rua do Prosa.
Dias antes, um acidente na BR-163, no sentido a Jaraguari, resultou na morte de um policial civil aposentado, de 65 anos, e da esposa. De acordo com a investigação, o veículo teria invadido a pista contrária, provocando a colisão com uma carreta carregada com soja, que tombou após o impacto.
Outro caso envolve uma idosa de 71 anos, que morreu dias após um acidente ocorrido na MS-179, entre Douradina e o distrito de Panambi. Ela estava na garupa de uma motocicleta que colidiu com um carro. A condutora da moto morreu ainda no local.
Também na última semana, um homem de 43 anos perdeu a vida após colidir o veículo que dirigia contra a traseira de uma carreta canavieira, na MS-276, entre Dourados e Deodápolis. O impacto fez com que o carro saísse da pista, e a vítima morreu presa às ferragens.
A sequência de acidentes fatais em diferentes regiões do Estado evidencia um cenário de risco constante nas estradas e vias urbanas. Especialistas apontam fatores recorrentes como imprudência, invasão de pista contrária, excesso de velocidade e colisões traseiras entre as principais causas de ocorrências graves.
Os dados reforçam o desafio das autoridades em reduzir os índices de mortalidade no trânsito, especialmente em um contexto de aumento do fluxo nas rodovias e crescimento da frota de veículos.



