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Mais de 100 crianças morreram em Gaza após trégua entre Israel e Hamas, aponta Unicef

Relatório indica média de uma criança morta por dia durante período de “cessar-fogo” na Faixa de Gaza

Por Karol Peralta

Mesmo após a assinatura de um cessar-fogo, a violência continuou a atingir civis na Faixa de Gaza. Dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam que mais de 100 crianças morreram desde o início de outubro do ano passado, em ataques envolvendo bombardeios e tiroteios atribuídos ao conflito entre Israel e o Hamas.

Uma criança morta por dia durante a trégua

Segundo o porta-voz do Unicef, James Elder, o número representa aproximadamente um menino ou menina mortos por dia, mesmo durante o período classificado como trégua. O cessar-fogo, intermediado pelos Estados Unidos, foi firmado em 9 de outubro, entre o governo de Tel Aviv e o Hamas.

De acordo com o Unicef, há registros confirmados de 60 meninos e 40 meninas mortos, número que pode ser maior devido à dificuldade de acesso e verificação em áreas atingidas. Além das mortes, centenas de crianças ficaram feridas, agravando o quadro humanitário no território palestino.

Relatos diretos do território

Falando diretamente de Gaza, Elder apareceu ao lado de Abid Al Rahman, de 9 anos, ferido por estilhaços em Khan Younis, no sul do território. O caso ilustra o impacto contínuo do conflito sobre crianças, mesmo após o anúncio de interrupção das hostilidades.

Restrições e crise humanitária

O Unicef denuncia que Gaza segue sob severas restrições para entrada de suprimentos médicos, combustível, gás de cozinha e peças para sistemas de água e esgoto. Ainda assim, a agência afirma que houve avanços pontuais durante o cessar-fogo, como a ampliação de serviços de saúde, campanhas de imunização e reparos emergenciais na infraestrutura hídrica, realizados majoritariamente com recursos locais.

Na área de nutrição, mais de 70 centros de distribuição de alimentos foram abertos, reduzindo temporariamente os níveis de fome, segundo a organização.

Troca de acusações

As Forças Armadas de Israel afirmam que grupos palestinos estariam violando o cessar-fogo, o que justificaria respostas militares. Já o Hamas acusa Israel de manter uma política de bloqueio e punição coletiva, dificultando a entrada de ajuda humanitária e agravando o sofrimento da população civil.

ONGs e ONU sob pressão

No fim de dezembro, o parlamento israelense aprovou uma lei proibindo a atuação de 37 organizações humanitárias em Gaza, incluindo a Médicos Sem Fronteiras (MSF). Israel alega que as entidades se recusaram a fornecer dados de funcionários palestinos ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A MSF afirma que a exigência viola a privacidade e coloca trabalhadores em risco, citando a morte de 15 funcionários da organização durante o conflito.

Também foram afetadas instalações da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA), que teve água, eletricidade e comunicações cortadas. A medida levou o secretário-geral da ONU, António Guterres, a alertar para a possibilidade de levar Israel à Corte Internacional de Justiça (CIJ).

O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, classificou as ações como violações do direito internacional humanitário. Já o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, acusou a organização de tentar intimidar Israel e reiterou críticas à UNRWA.

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