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Má alimentação infantil cresce com rotina corrida e acende alerta para saúde das crianças

Excesso de ultraprocessados no dia a dia impacta obesidade, aprendizado e hábitos que podem durar por toda a vida

Por Karol Peralta

Com a rotina cada vez mais acelerada e o orçamento apertado, a alimentação infantil saudável acaba ficando em segundo plano em muitas famílias. A praticidade dos alimentos ultraprocessados, comuns em lanches escolares e refeições rápidas, tem contribuído para o aumento de problemas como obesidade infantil, diabetes e outras doenças associadas à má alimentação.

A preocupação não é apenas local. Dados do último relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância revelam que 9,4% das crianças e adolescentes de 5 a 19 anos no mundo estão acima do peso, enquanto 9,2% estão abaixo do peso, evidenciando um cenário de desequilíbrio alimentar global. Em 2000, o índice de desnutrição era de 13% e o excesso de peso atingia apenas 3%, mostrando uma mudança significativa no padrão alimentar ao longo das últimas décadas.

Segundo especialistas, a origem desses dois extremos é a mesma: a má alimentação, baseada em dietas hipercalóricas e pobres em nutrientes essenciais. O consumo frequente de produtos industrializados, ricos em açúcares, gorduras e aditivos químicos, afeta diretamente a saúde das crianças a médio e longo prazo.

Alimentação caseira como estratégia de prevenção

Preparar alimentos em casa é uma das formas mais eficazes de estimular hábitos alimentares saudáveis desde a infância. A encarregada regional de Nutrição do Grupo Pereira responsável pelas redes Fort Atacadista e Comper, a nutricionista Thaisa Braz, defende substituições simples no dia a dia.

Entre as alternativas, estão a troca da farinha branca pela farinha integral ou aveia em bolos e tortas, além de lanches como chips de batata-doce, palitos de legumes e frutas frescas. Para hidratação, a orientação é priorizar água, água de coco ou sucos naturais.

Educação alimentar começa em casa

Mais do que orientar, o exemplo dentro de casa tem papel fundamental. Crianças tendem a reproduzir os hábitos que observam nos adultos, e esses comportamentos podem se estender por toda a vida. A base da nutrição infantil segue os mesmos princípios da alimentação adulta — com carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e gorduras, variando apenas as quantidades de acordo com a idade.

Para o lanche em casa, a recomendação é evitar guloseimas e priorizar alimentos que forneçam energia e nutrientes, como frutas, legumes, verduras e proteínas. Uma alimentação equilibrada contribui não apenas para o crescimento físico, mas também para a concentração, o aprendizado e o fortalecimento do sistema imunológico.

Proteínas e criatividade no cardápio

As proteínas de origem vegetal, presentes em alimentos como soja, quinoa e brócolis, têm papel importante na nutrição, assim como as proteínas animais encontradas em carnes magras, ovos e laticínios. Preparações simples, como um omelete no lanche da tarde, podem ser práticas e nutritivas.

Para crianças que resistem ao consumo de vegetais, a dica é incorporá-los às receitas do dia a dia, como massas de panqueca, recheios de tortas, hambúrgueres caseiros ou carnes moídas com legumes ralados.

O que levar na lancheira escolar

Na escola, o ideal é preparar a lancheira saudável no mesmo dia da aula. Frutas que resistem ao calor, sanduíches simples com queijo ou geleia sem açúcar, iogurtes, leite, frutas secas e oleaginosas são opções equilibradas. Quando a escolha for por bolos ou biscoitos, a preferência deve ser pelos caseiros, sem recheios ou coberturas.

Alimentos que devem ser evitados

Frituras, pizzas, cachorro-quente e hambúrgueres industrializados devem ficar fora da rotina alimentar das crianças. Refrigerantes, biscoitos recheados e doces com alto teor de açúcar provocam picos de energia seguidos de queda, aumentando a irritabilidade e dificultando a atenção em sala de aula.

Atenção à hidratação

A hidratação também merece atenção especial. Enquanto adultos têm cerca de 65% de água no organismo, nas crianças esse índice chega a 80%. Por isso, a ingestão frequente de líquidos é fundamental, com preferência para água e sucos naturais feitos com frutas frescas.

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