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Investimentos industriais disparam em 2025 e impulsionam emprego, inovação e exportações no Brasil

Nova Indústria Brasil movimenta R$ 643 bilhões, fortalece fábricas, atrai multinacionais e reposiciona o país no comércio global

Por Karol Peralta

Ao longo de 2025, o Brasil consolidou a retomada dos investimentos na indústria, na inovação tecnológica e na geração de empregos, com impacto direto na produção e no comércio exterior. Dados do governo indicam que a política da Nova Indústria Brasil (NIB) ampliou o crédito produtivo, modernizou o parque industrial e ajudou a atrair grandes investimentos privados, reposicionando o país em cadeias globais estratégicas.

O principal instrumento da política industrial, o Plano Mais Produção, elevou o volume de recursos para R$ 643,3 bilhões em 2025. Desse total, R$ 588,4 bilhões já foram destinados, entre 2023 e 2025, a 406 mil projetos em todas as regiões, alinhados às seis missões da NIB. O dinheiro financiou modernização de máquinas, ganhos de eficiência, sustentabilidade e aumento da capacidade produtiva de empresas de diferentes portes.

Um dos eixos centrais da estratégia é a inovação, ao conectar ciência, tecnologia e indústria. Conhecimentos desenvolvidos em universidades, institutos de pesquisa e ICTs foram incorporados à produção, resultando em projetos como ônibus elétrico 100% nacional, coquetel enzimático para etanol a partir de resíduos agrícolas e soluções avançadas em inteligência artificial, com redução de impactos ambientais e aumento da competitividade.

Em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país reúne “uma fartura de possibilidades” para competir globalmente. Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou que 2025 confirmou a fase de “colheita” dos investimentos realizados.


Mais inovação e produtividade

Os números do eixo Mais Inovação mostram R$ 108 bilhões contratados, com R$ 60 bilhões desembolsados. O Crédito Indústria 4.0 direcionou R$ 12 bilhões para a compra de máquinas e equipamentos, acelerando a digitalização fabril. Já o Brasil + Produtivo atendeu 67,5 mil pequenas e médias empresas em dois anos, com aumento médio de 28% na produtividade e ganho de 19% em eficiência energética.


Depreciação acelerada multiplica investimento privado

Lançado em 2024, o programa de Depreciação Acelerada utilizou R$ 1,7 bilhão e estimulou R$ 4,7 bilhões em investimentos privados para compra de máquinas e equipamentos novos em 24 setores industriais. A medida permite que empresas abatam o valor dos bens do Imposto de Renda e da Contribuição Social em dois anos, em vez de cerca de dez, antecipando investimentos e ampliando a produção.


Indústria automotiva e transição energética

Na área automotiva, o Programa Mover liberou R$ 3,8 bilhões em crédito em 2025 e prevê R$ 3,9 bilhões em 2026, mobilizando R$ 190 bilhões em investimentos privados. O foco está em inovação, eficiência energética e segurança veicular.

O país voltou a atrair grandes fabricantes. A Great Wall Motor (GWM) inaugurou sua primeira fábrica nas Américas, em Iracemápolis (SP), para produção de veículos híbridos e elétricos. Já a BYD iniciou a produção nacional em Camaçari (BA), consolidando o Brasil como polo estratégico na América Latina. O presidente global da BYD, Wang Chuanfu, destacou as vantagens brasileiras em energia limpa e ambiente favorável à transição verde.


Carro sustentável e redução de custos

O Programa Carro Sustentável zerou o IPI de veículos de entrada fabricados no Brasil, flex, com baixa emissão de CO₂ e alto índice de reciclabilidade. Entre julho e dezembro, as vendas desses modelos cresceram 51% na comparação anual, sem impacto fiscal. Houve ainda redução de custos operacionais: taxistas passaram a renovar o taxímetro a cada dois anos, com taxa zerada, e caminhoneiros tiveram queda na taxa do cronotacógrafo.


Exportações em nível recorde

No comércio exterior, 2025 terminou com recorde histórico de exportações, somando US$ 349 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 629,1 bilhões, o maior patamar já registrado. As negociações comerciais mitigaram o impacto de tarifas dos EUA e preservaram a competitividade dos produtos industriais brasileiros.

A assinatura de acordos como Mercosul–Singapura e Mercosul–EFTA ampliou mercados e reforçou o papel do país no comércio global.


Ambiente de negócios e investimento estrangeiro

A simplificação regulatória também pesou. A futura Janela Única de Investimento, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, promete reduzir burocracia e custos. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil recebeu US$ 84 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto, o maior volume em dez anos, colocando o país como segundo maior receptor global.

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