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Hotéis têm até 20 de abril para abandonar fichas em papel e adotar registro digital de hóspedes

Nova regra torna obrigatória a FNRH Digital e marca avanço na modernização do setor hoteleiro no Brasil

Da Redação

A rotina nas recepções de hotéis brasileiros está prestes a mudar. Os estabelecimentos do setor têm até o dia 20 de abril para deixar de usar formulários em papel e adotar exclusivamente a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) no formato digital.

A mudança torna obrigatório o uso da ferramenta on-line, que substitui completamente o preenchimento manual de dados e passa a concentrar as informações em ambiente digital.

Na prática, o processo de check-in tende a se tornar mais ágil, eliminando etapas burocráticas e reduzindo o tempo de atendimento aos hóspedes.

Menos papel, mais eficiência

Com a digitalização, os dados passam a ser armazenados de forma permanente nos sistemas do governo federal. Para os hotéis, a mudança representa economia operacional e simplificação de processos internos.

A expectativa é que a medida reduza custos e libere equipes para focar no atendimento ao público, além de diminuir erros comuns no preenchimento manual.

Transição e orientação ao setor

Para apoiar a adaptação, o Ministério do Turismo disponibilizou materiais informativos, incluindo vídeos explicativos e uma página com perguntas frequentes sobre o funcionamento do sistema.

A orientação é que os estabelecimentos concluam a transição antes do prazo final para evitar irregularidades.

Mais dados, mais planejamento

A adoção da FNRH Digital também responde a uma demanda antiga do setor: a dificuldade em consolidar dados confiáveis sobre o turismo no país.

Com a centralização das informações, será possível mapear com mais precisão o perfil dos visitantes, os motivos das viagens e os meios de transporte utilizados. Esses dados devem servir de base para políticas públicas e estratégias de investimento.

Segurança das informações

A plataforma foi desenvolvida em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Segundo o governo, as informações são tratadas de forma segura e utilizadas de maneira consolidada, sem identificação individual dos hóspedes.

Nova fase do setor

A mudança marca um passo na digitalização do turismo brasileiro, aproximando o setor de práticas já adotadas em outros países.

Para os empreendimentos, o desafio agora é adaptar processos e equipes a uma nova lógica — mais rápida, integrada e baseada em dados.

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