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Governo libera R$ 131,9 milhões para reforçar saúde no Espírito Santo após tragédia de Mariana

Plano de Ação do Ministério da Saúde integra o Novo Acordo do Rio Doce e amplia investimentos em infraestrutura hospitalar, CAPS e vigilância ambiental nos municípios atingidos

Da Redação

O Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 131,9 milhões para fortalecer a rede pública nos municípios do Espírito Santo atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. O investimento faz parte do Plano de Ação em Saúde do Espírito Santo, inserido no Novo Acordo do Rio Doce, que busca reparar os impactos da maior tragédia ambiental da história do país.


Recursos para reconstrução da rede pública de saúde

O plano contempla ações estruturantes para ampliar a infraestrutura de saúde, fortalecer a vigilância ambiental, melhorar a assistência especializada e expandir iniciativas de saúde digital e formação profissional.

Do total anunciado, R$ 82,55 milhões serão destinados à expansão física da rede. Entre os principais projetos está a construção de um novo complexo hospitalar em Colatina (ES), além da criação de quatro novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), dois Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e aquisição de equipamentos para dois Centros Especializados em Reabilitação (CER).

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os recursos decorrem de acordo judicial firmado para responsabilizar as empresas envolvidas no desastre ambiental.


Complexo hospitalar terá foco em doenças crônicas

O novo hospital em Colatina deverá atender demandas regionais e acompanhar pacientes com doenças crônicas possivelmente relacionadas à contaminação ambiental, como alterações decorrentes da exposição à água atingida pelo rompimento da barragem.

O rompimento ocorreu em novembro de 2015, no município de Mariana (MG), após o colapso da estrutura operada pela Samarco, controlada pela Vale e pela BHP.


Ampliação da assistência e vigilância em saúde

O plano prevê ainda:

  • Implementação de ações voltadas a doenças hematológicas, hipertensão e diabetes em populações quilombolas;
  • Linha de cuidado integral para o idoso frágil;
  • Reestruturação do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) para análise de metais pesados;
  • Expansão das equipes de vigilância ambiental, epidemiológica e saúde do trabalhador;
  • Implantação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra;
  • Ampliação de serviços de saúde digital em áreas remotas;
  • Oferta de residências médicas e multiprofissionais.

Municípios beneficiados

Os recursos vão atender moradores de cidades capixabas impactadas pela tragédia, entre elas Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama.

O investimento integra o Programa Especial de Saúde do Rio Doce, que destina R$ 260 milhões ao Espírito Santo dentro do pacote maior de R$ 12 bilhões previsto no Novo Acordo do Rio Doce.


Novo Acordo do Rio Doce

Fechado em 2024, o acordo prevê investimentos bilionários em ações de reparação socioambiental e de saúde pública para municípios atingidos em Minas Gerais e Espírito Santo. Os valores resultam de renegociação entre o poder público e as empresas responsáveis pelo rompimento da barragem.

A iniciativa busca fortalecer a rede pública e reduzir impactos de longo prazo na saúde da população exposta aos danos ambientais.

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