Projeto piloto da Caixa e do MDS começa em três capitais e integra o programa Acredita no Primeiro Passo

Da Redação
O Governo Federal lançou nesta segunda-feira (9) um projeto piloto de microcrédito para inscritos no CadÚnico, com valores entre R$ 500 e R$ 21 mil. A iniciativa, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) em parceria com a Caixa Econômica Federal, busca ampliar o acesso ao crédito produtivo e incentivar a geração de renda.
O projeto terá duração inicial de 90 dias e começa a ser implementado nas agências da Caixa em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG).
A proposta integra o programa Acredita no Primeiro Passo e é voltada a empreendedores formais e informais inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A prioridade será para públicos historicamente impactados pela desigualdade, como mulheres, pessoas negras, jovens, pessoas com deficiência e povos e comunidades tradicionais.
Como funciona o microcrédito
As operações oferecem valores entre R$ 500 e R$ 21 mil, com:
- Isenção de IOF
- Taxa de juros equivalente à Selic + até 2% ao ano
- Prazo de pagamento entre 4 e 12 meses
- Garantia por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO)
A meta do programa é que pelo menos 50% das operações sejam destinadas a mulheres.
O microcrédito faz parte do Conquista+ CAIXA, modelo voltado ao Microcrédito Produtivo Orientado, que reúne linhas urbanas e rurais.
Entre as modalidades disponíveis estão:
- Microcrédito Rural (Pronaf B)
- Microcrédito Urbano para MEI e microempresas
- Linha específica do Acredita no Primeiro Passo, destinada a territórios com alta vulnerabilidade socioeconômica
Inclusão produtiva e geração de renda
Durante o lançamento, o ministro Wellington Dias destacou que a proposta vai além da assistência social e busca promover autonomia financeira.
Segundo ele, cerca de 98% das novas vagas formais desde 2023 foram ocupadas por pessoas inscritas no CadÚnico.
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, afirmou que o programa amplia o acesso ao sistema financeiro e pode contribuir para a transformação econômica de públicos historicamente excluídos. Ele também ressaltou que a política contempla pessoas de outras nacionalidades acolhidas pelo Brasil.
Primeiras beneficiadas
Entre as primeiras contempladas estão trabalhadoras da economia informal, como ambulantes e costureiras.
A costureira boliviana Mery Hualpa Chapi relatou que o crédito permitirá estruturar sua própria oficina e apoiar outras mães trabalhadoras.
Já Margarida dos Santos, presidente de associação de ambulantes em São Paulo, destacou que o acesso ao crédito representa oportunidade de formalização e fortalecimento dos pequenos negócios.
O projeto piloto será avaliado ao longo dos próximos meses para possível ampliação nacional.





