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Fogos, viagens e mudanças na rotina: por que o fim de ano é tão estressante para os pets

Barulho intenso, presença de visitas e alterações no ambiente provocam reações fisiológicas e comportamentais em cães e gatos, segundo veterinários

Por Karol Peralta

O fim de ano, marcado por fogos de artifício, viagens e mudanças na rotina doméstica, é um dos períodos mais estressantes para os animais de estimação. Embora nem sempre os sinais sejam facilmente percebidos pelos tutores, o estresse pode provocar alterações hormonais, comportamentais e até riscos à saúde física de cães, gatos e outras espécies, conforme explicam médicos veterinários.

Os barulhos intensos dos fogos, aliados ao aumento da movimentação dentro de casa e à quebra da rotina, provocam uma reação fisiológica importante nos animais. Segundo o médico veterinário Luis Felipe Marques de Campos, o estresse desencadeia uma resposta em cadeia no organismo. “Qualquer situação estressante estimula uma resposta que começa no diencéfalo e termina com o aumento da secreção de adrenalina e cortisol”, explica.

Embora essa resposta seja natural, o problema surge quando os estímulos são frequentes ou intensos. “Quando isso acontece, hookup, pode haver mudanças comportamentais significativas, especialmente em períodos como o fim de ano”, destaca o veterinário.

Durante as festas, os gatilhos costumam se acumular. Fogos de artifício, sons incomuns, presença de visitantes e a ausência temporária do tutor são fatores que contribuem para o aumento do estresse. “Para os pets que permanecem em casa, é um período com barulhos constantes e menos referência de segurança. Para os que viajam, tudo muda: ambiente, rotina, pessoas e até o contato com outros animais”, completa Luis.

Os sinais de estresse nem sempre são evidentes. Alguns animais passam a comer em excesso; outros demonstram comportamentos destrutivos, como roer móveis e objetos. Há ainda casos de comportamentos repetitivos, como lamber insistentemente as patas, e situações mais graves, que podem chegar à automutilação. “Essas alterações são tentativas do organismo de lidar com o estresse e devem ser vistas como alertas”, afirma.

A médica veterinária Cláudia Karolline Queiroz de Oliveira ressalta que o suporte terapêutico não atua como sedativo. “O medicamento não é calmante e não altera a personalidade do animal. Ele ajuda o organismo a lidar melhor com o estímulo estressante, sem interferir no estado de percepção”, explica.

Segundo a veterinária, esse tipo de abordagem pode ser utilizado no dia a dia, inclusive em animais com ansiedade ou comportamentos compulsivos, sem restrições de idade ou espécie. No entanto, ela reforça que nenhuma estratégia funciona de forma isolada.

Preparar o ambiente é fundamental, especialmente durante a queima de fogos. Criar um espaço tranquilo, com menor exposição ao barulho e um local confortável, contribui para a sensação de segurança do animal. Em momentos mais críticos, o acompanhamento profissional ajuda a ajustar as estratégias de cuidado.

A orientação é que os tutores estejam atentos antes que o estresse se manifeste de forma intensa. “Animais naturalmente mais medrosos ou ansiosos precisam de suporte antecipado. O ideal é agir antes das datas comemorativas ou viagens”, orienta Cláudia. Para ela, o cuidado emocional deve ser visto com a mesma importância do cuidado físico. “Mesmo pets que parecem tranquilos podem sofrer. Garantir o bem-estar emocional é uma forma de cuidado que faz toda a diferença”, conclui.

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