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Endividamento das famílias em Campo Grande mantém estabilidade e mostra sinais de recuperação econômica

Com leve queda no número de endividados e estabilidade na inadimplência, a PEIC de setembro aponta que consumidores estão reorganizando o orçamento e retomando o controle das finanças em Mato Grosso do Sul.

Por Karol Peralta

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) de setembro de 2025 revela um cenário de estabilidade e cautela financeira entre as famílias de Campo Grande. O levantamento, realizado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em parceria com a Fundação do Comércio de Mato Grosso do Sul, mostra que o percentual de endividados caiu levemente, passando de 65,6% em agosto para 65,2% em setembro, o que representa uma tendência positiva após meses de oscilação.

De acordo com o estudo, a inadimplência — ou seja, as contas em atraso — permaneceu estável em 30,1%, indicando que os consumidores têm conseguido honrar seus compromissos e reorganizar o orçamento. O número de famílias que afirmaram não ter condições de pagar as dívidas também registrou uma ligeira melhora, caindo de 13,9% para 13,3%.

📉 Leve queda mostra retomada do controle financeiro

Os dados apontam que, embora a maioria das famílias ainda conviva com algum tipo de dívida, a situação não se agravou e há sinais de melhor planejamento financeiro. Em números absolutos, 214.580 famílias estão endividadas em Campo Grande, cerca de 2.500 a menos que no mês anterior.

O cartão de crédito segue como o principal tipo de dívida, presente em 68,2% dos casos, seguido pelos carnês (20,6%) e financiamentos de casa (12,3%). A pesquisa também mostrou que famílias com renda de até 10 salários mínimos continuam sendo as mais impactadas, com 69% de endividados — ainda assim, o índice se manteve estável, o que revela maior resiliência econômica desse público.

⏰ Dívidas mais longas, mas sob controle

Entre as famílias que possuem contas em atraso, 44% afirmaram estar com débitos vencidos há mais de 90 dias, mas a maioria acredita que conseguirá quitar parte das pendências nos próximos meses. Em média, os consumidores estão comprometidos com dívidas por 8,5 meses, mantendo o mesmo nível de comprometimento registrado no mês anterior.

Outro dado relevante é o nível médio de comprometimento da renda com dívidas, que ficou em 28,5%, dentro de uma faixa considerada sustentável pelos economistas. Mais da metade das famílias (53,9%) afirmou que entre 11% e 50% da renda mensal está comprometida com o pagamento de dívidas — percentual que, apesar de expressivo, se manteve estável e demonstra capacidade de reorganização financeira.

💬 Especialistas destacam comportamento mais consciente

Para analistas do setor, os dados refletem um cenário de adaptação. As famílias estão mais atentas ao controle de gastos, optando por reduzir o uso do crédito e renegociar débitos antigos. O comportamento mais prudente ajuda a evitar novos atrasos e fortalece o consumo responsável, fundamental para a retomada do crescimento econômico local.

“Os números mostram que o consumidor campo-grandense está mais cauteloso, priorizando o pagamento de contas essenciais e evitando novas dívidas desnecessárias. Esse movimento é saudável e contribui para a estabilidade econômica do Estado”, destacou a análise da Fundação do Comércio de Mato Grosso do Sul.

🌱 Economia local se mantém resiliente

Mesmo com desafios macroeconômicos e pressões sobre o custo de vida, Mato Grosso do Sul apresenta um quadro de estabilidade financeira. O comportamento equilibrado das famílias e o esforço do setor de comércio e serviços para oferecer condições facilitadas de pagamento vêm impulsionando a confiança do consumidor.

A pesquisa reforça que, embora o endividamento ainda seja uma realidade significativa, o poder de reação das famílias sul-mato-grossenses e a adoção de práticas de consumo consciente são fatores que sustentam o otimismo para os próximos meses.


📊 Resumo dos principais indicadores da PEIC – Campo Grande (Setembro/2025):

  • Total de endividados: 65,2% (queda de 0,4 p.p. em relação a agosto)
  • Com contas em atraso: 30,1% (estável)
  • Sem condições de pagar dívidas: 13,3% (queda de 0,6 p.p.)
  • Comprometimento médio da renda: 28,5%
  • Principal tipo de dívida: Cartão de crédito (68,2%)

A tendência de estabilidade observada em setembro é um sinal positivo para o último trimestre do ano. A expectativa é que as campanhas de renegociação e educação financeira ampliem a capacidade das famílias de retomar o consumo de forma sustentável, fortalecendo o comércio e contribuindo para o equilíbrio econômico do Estado.

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