Previsão do PIB considera consumo das famílias, crédito e impactos da guerra no Oriente Médio no preço do petróleo

Da Redação
A economia brasileira deve crescer 1,8% em 2026, segundo projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. A estimativa leva em conta tanto fatores internos, como consumo e crédito, quanto o cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas e aumento no preço do petróleo.
De acordo com a análise divulgada na Carta de Conjuntura nº 70, o ambiente externo é considerado um dos mais instáveis desde o fim da Guerra Fria. Ainda assim, o instituto aponta sinais de sustentação da atividade econômica no país.
Consumo e crédito sustentam crescimento
Entre os principais motores da economia está o consumo das famílias, impulsionado pelo aumento da renda disponível. O comportamento é acompanhado pela ampliação do crédito no sistema financeiro, que também favorece investimentos privados.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o consumo interno segue como um dos pilares do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
Além disso, os investimentos e os gastos públicos também entram na conta do crescimento, junto ao desempenho do comércio exterior.
Política fiscal e cenário externo
O estudo do Ipea indica que o país deve manter a política do novo arcabouço fiscal, com aumento de gastos sociais aliado à elevação das receitas públicas.
No cenário internacional, o instituto avalia que, apesar das tensões e conflitos, o comércio global pode continuar aquecido, impulsionado por investimentos em tecnologia e aumento de gastos militares em diversas regiões.
Projeções e histórico recente
O Ipea destaca que, mesmo em momentos de crise global, a economia pode apresentar resiliência. Como exemplo, cita o crescimento do comércio mundial em 2022, mesmo com a guerra na Ucrânia.
Se a projeção para 2026 se confirmar, o crescimento acumulado do PIB brasileiro entre 2023 e 2026 deve chegar a 10,7%, superando os resultados dos dois quadriênios anteriores.
Para 2027, a estimativa do instituto é de expansão de 2% da economia brasileira.


