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Dores sem causa aparente podem ter origem emocional e acendem alerta para saúde mental

Especialistas explicam como ansiedade, estresse e emoções reprimidas se manifestam no corpo

Por Karol Peralta

Dor de cabeça persistente, tensão nas costas, queimação no estômago ou desconforto na garganta sem explicação clínica têm sido queixas cada vez mais comuns nos consultórios médicos. Quando exames não apontam alterações, cresce a atenção para um fator frequentemente ignorado: a relação direta entre saúde emocional e dores físicas.

Segundo o psiquiatra Eduardo Araújo, sintomas físicos sem causa orgânica definida costumam estar associados a emoções reprimidas, estresse crônico, ansiedade e tristeza profunda. “O corpo fala aquilo que a mente tenta esconder. Quando emoções não são reconhecidas ou elaboradas, elas encontram uma via de escape física”, explica.

Emoções reprimidas impactam sistemas do organismo

De acordo com o especialista, a sobrecarga emocional pode alterar o equilíbrio hormonal e afetar diretamente sistemas essenciais do corpo humano. Sistema imunológico, digestivo e cardiovascular estão entre os mais impactados quando o sofrimento emocional se prolonga.

“A pessoa ignora o cansaço extremo, normaliza a ansiedade e segura a raiva. Com o tempo, isso desregula o funcionamento do corpo. Muitas dores físicas recorrentes são, na verdade, memórias emocionais não cuidadas”, afirma o médico.

Janeiro Branco reforça alerta sobre saúde mental

A discussão ganha ainda mais força durante o Janeiro Branco, movimento que chama atenção para o cuidado com a mente e o bem-estar emocional. Os dados reforçam a urgência do tema.

Informações da Organização Mundial da Saúde indicam que o Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade, com quase 10% da população afetada. Um relatório internacional de 2024 ainda coloca o país como o quarto mais estressado do mundo.

Para Araújo, o cenário é consequência direta do estilo de vida contemporâneo. “Vivemos sob pressão constante para produzir, dar conta de tudo e aparentar equilíbrio. Sedentarismo, má alimentação, excesso de redes sociais e uso abusivo de substâncias agravam ainda mais esse quadro”, analisa.

Emoções que mais se transformam em dor

Alguns sentimentos apresentam relação direta com sintomas físicos frequentes:

  • Ansiedade: aceleração cardíaca, respiração curta, enxaquecas e dor no peito
  • Raiva reprimida: tensão nos ombros, rigidez na mandíbula e dores cervicais
  • Tristeza profunda: fadiga constante, sensação de peso no corpo e falta de energia

“Nem toda dor é psicológica, mas toda dor precisa ser escutada. Quando não há explicação clínica, é fundamental olhar para o contexto emocional do paciente”, reforça o psiquiatra.

Como cuidar da saúde emocional e aliviar dores físicas

Reconhecer os sinais e buscar ajuda especializada é o primeiro passo para interromper o ciclo entre mente e corpo. Algumas práticas ajudam a reduzir o impacto emocional no organismo:

  • Autoconhecimento e escuta das próprias emoções
  • Estabelecimento de limites na rotina pessoal e profissional
  • Sono de qualidade, alimentação equilibrada e descanso
  • Diálogo sobre sentimentos, sem minimizar o sofrimento
  • Atividade física regular, aliada ao cuidado emocional

“Cuidar da saúde mental não é luxo, é necessidade. Em muitos casos, as dores físicas diminuem quando a pessoa aprende a respeitar seus próprios limites emocionais”, conclui Araújo.

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