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Dia Internacional do HPV alerta para vírus que atinge 80% da população e pode causar câncer

Especialistas reforçam importância da vacinação contra HPV; Campo Grande registrou 89 casos de verrugas genitais em 2025

Da Redação

Celebrado nesta semana (4), o Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV chama atenção para um dos vírus mais comuns do mundo e associado a diversos tipos de câncer. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 80% da população sexualmente ativa terá contato com o Papilomavírus Humano (HPV) ao longo da vida.

Embora seja amplamente relacionado ao câncer do colo do útero, responsável por mais de 99% dos casos da doença, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus também pode provocar tumores de ânus, pênis, boca e garganta, afetando homens e mulheres.

Nos últimos dias, o tema ganhou repercussão internacional após o britânico Anthony Perriam, de Cardiff, no País de Gales, relatar nas redes sociais que quase perdeu a língua em decorrência de um câncer de cabeça e pescoço ligado ao HPV. Ele afirmou desconhecer a relação entre o vírus e esse tipo de tumor.

Casos em Campo Grande

Em Campo Grande, dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam 89 notificações de condiloma acuminado (verrugas genitais) em 2025. Técnicos da vigilância epidemiológica destacam, no entanto, que o número representa apenas parte das infecções, já que muitos casos são assintomáticos e não chegam a ser registrados.

De acordo com o urologista Henrique Coelho, o principal desafio ainda é ampliar a informação e a cobertura vacinal. “O HPV é extremamente comum e, na maioria das vezes, não apresenta sintomas. O problema é quando a infecção persiste e pode evoluir para lesões pré-cancerosas ou câncer”, afirma.

Existem mais de 200 tipos de HPV. Em grande parte dos casos, o organismo elimina o vírus espontaneamente em até dois anos. Em outros, porém, podem surgir verrugas genitais ou lesões que evoluem para câncer.

Vacinação gratuita pelo SUS

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, em duas doses. Jovens de 15 a 19 anos também podem atualizar a imunização, após prorrogação do prazo pelo Ministério da Saúde até o primeiro semestre deste ano.

Segundo especialistas, a vacinação antes do início da vida sexual é a forma mais eficaz de prevenção. Além da imunização, o uso de preservativos e a realização de exames preventivos são medidas fundamentais para reduzir riscos e identificar possíveis lesões precocemente.

“O HPV é comum, mas as consequências podem ser graves. Informação e prevenção são as principais formas de proteção”, reforça o médico.

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