Servidores lotam Assembleia e apontam perdas salariais; parlamentar fala em “achatamento” dos vencimentos

Da Redação
Com o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ocupado por servidores públicos de diversas categorias, a deputada estadual Gleice Jane criticou, nesta terça-feira (31), a política salarial adotada pelo governo de Eduardo Riedel.
O debate foi motivado pela aplicação do índice de 3,81% sobre os salários dos servidores. Segundo parlamentares da oposição e representantes sindicais, o percentual não recompõe a inflação e amplia a defasagem salarial.
Na tribuna, a deputada afirmou que o índice não pode ser considerado reajuste. “Não se trata de reposição. Trata-se de uma política de achatamento salarial”, disse.
Mobilização e críticas ao governo
A sessão foi marcada pela presença de servidores no plenário, em uma mobilização que refletiu o descontentamento de diferentes categorias do funcionalismo estadual.
Durante o discurso, Gleice Jane também mencionou promessas feitas durante o período eleitoral que, segundo ela, ainda não foram cumpridas, como a equiparação salarial entre professores contratados e efetivos.
Histórico e impactos apontados
A parlamentar citou medidas adotadas em anos anteriores que, segundo ela, impactaram negativamente os servidores, como alterações salariais e descontos aplicados a aposentadorias.
Ela também criticou a política fiscal do governo estadual, apontando o que considera um desequilíbrio entre incentivos concedidos a empresas e a valorização do funcionalismo público.
Questionamentos sobre transparência
Outro ponto levantado foi a falta de respostas a pedidos de informação sobre a aplicação de recursos públicos, o que, na avaliação da deputada, dificulta o acompanhamento por parte da sociedade.
Ao final, a parlamentar afirmou que a mobilização dos servidores vai além de pautas específicas e reflete um cenário mais amplo de insatisfação.





