Mesmo com consumo abaixo da média mundial, queijos finos ganham mercado; Dia Nacional do Queijo, em 20 de janeiro, reforça a diversidade e a cultura do produto no país

Por Karol Peralta
Embora a mussarela ainda lidere as preferências, o consumo de queijos finos avança no Brasil, impulsionado pela diversificação do paladar e pela valorização de produtos artesanais. O Dia Nacional do Queijo, celebrado em 20 de janeiro, evidencia a força cultural e econômica de um alimento que amplia presença na mesa dos brasileiros.
Mercado em expansão, apesar do consumo per capita menor
Dados do Sebrae indicam que o consumo de queijos finos cresceu 28% entre 2001 e 2017. Ainda assim, o consumo médio nacional permanece em 5,8 quilos por pessoa ao ano, abaixo da média mundial. A tendência, porém, é de expansão, com maior acesso a variedades e informação sobre origem e qualidade.
Denominação protegida e produção nacional
Diversos queijos finos consumidos no país têm denominação de origem protegida no exterior como brie, parmesão e emmental e, quando produzidos no Brasil, recebem a designação “tipo”. No território nacional, apenas Canastra e Serro, ambos de Minas Gerais, possuem denominação protegida, reconhecendo o vínculo entre território, modo de produção e identidade cultural.

Saúde e moderação no consumo
Nutricionistas destacam que o queijo pode integrar uma alimentação equilibrada quando consumido com moderação. Queijos brancos (ricota, minas, búfala) têm menor teor de gordura, enquanto amarelos (prato, provolone, parmesão) concentram mais lipídios. O alimento é fonte de cálcio, fósforo, magnésio, proteínas e vitaminas A e B; uma a duas fatias diárias já garantem benefícios.
Alternativas para intolerâncias
O varejo passou a oferecer versões sem lactose e opções adaptadas a restrições alimentares, ampliando o acesso. Marcas específicas atendem consumidores com intolerância à lactose ou sensibilidade à caseína, refletindo a evolução do mercado e da demanda.
Tradição, reconhecimento e prêmios
A história do queijo é ancestral e diversa só a França reúne centenas de tipos. No Brasil, as produções artesanais ganham projeção internacional: em setembro de 2024, queijos brasileiros conquistaram 57 medalhas (incluindo cinco super ouros) no Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, em Tours, na França, reforçando o padrão de qualidade nacional.

Onde encontrar variedades
Em cidades como Campo Grande, o consumidor encontra ampla oferta de queijos nacionais e importados em redes como Fort Atacadista e Comper, acompanhada por uma crescente curadoria de produtos e harmonizações, como vinhos de diferentes origens.





