Tilápia lidera vendas no Brasil e pode ter preços estáveis ou em leve queda no varejo

Da Redação
O consumo de pescados no Brasil deve aumentar cerca de 30% durante o período da Semana Santa, segundo estimativa da Peixe BR. A projeção foi apresentada pelo presidente da entidade, Francisco Medeiros, que aponta um início de 2026 com vendas aquecidas e estoques preparados para atender à demanda do varejo.
De acordo com o setor, as empresas produtoras começaram o ano com pedidos antecipados e maior organização logística, o que pode garantir oferta suficiente no período de maior consumo. A expectativa é de manutenção dos preços nas gôndolas e, em alguns casos, leve recuo em relação aos patamares registrados nos últimos anos.
Tilápia lidera consumo no país
A tilápia segue como o peixe mais consumido no Brasil. Atualmente, o consumo nacional da espécie está em cerca de 4 quilos por habitante ao ano, volume ainda considerado baixo pelo setor, mas com crescimento consistente.
Nos últimos 11 anos, o consumo de tilápia avançou, em média, 10,3% ao ano. O desempenho é atribuído à consolidação da cadeia produtiva, considerada relativamente recente dentro do agronegócio brasileiro, com cerca de uma década de organização estruturada.
Produção em alta
Dados da Peixe BR indicam que, em 2024, a produção de peixes de cultivo no país atingiu 968,7 mil toneladas, colocando o Brasil como principal produtor nas Américas.
A tilápia foi responsável por 662,2 mil toneladas desse total, crescimento de 14,36% em comparação com 2023. Segundo levantamento da entidade, a produção da espécie avançou em praticamente todas as regiões do país, com exceção do Norte, onde predominam peixes nativos.
O crescimento é atribuído às condições favoráveis de cultivo, ao retorno econômico da atividade e ao aumento contínuo da demanda.
Importações e exportações
O setor enfrentou desafios em 2025, com aumento das importações de filé de tilápia do Vietnã e impacto de medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos.
Apesar do cenário, o Brasil encerrou o período com crescimento de 2% nas exportações, ampliando as vendas para o Canadá e abrindo novos mercados.
Para 2026, a avaliação é de um ambiente ainda desafiador, mas com demanda firme e maior estrutura produtiva para sustentar o avanço do consumo interno.





