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Consumo das famílias em Campo Grande recua em setembro, mas confiança no emprego sustenta otimismo

Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cai para 106,4 pontos, interrompendo sequência de altas; emprego e renda seguem como pilares de confiança em Campo Grande

Por Karol Peralta

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Campo Grande registrou 106,4 pontos em setembro de 2025, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado representa uma variação negativa de 0,7% em relação a agosto, quando o índice foi de 107,2 pontos. A queda interrompe um ciclo de crescimento que vinha desde junho, mas o indicador segue acima da linha dos 100 pontos, sinalizando otimismo moderado das famílias em relação ao emprego, renda e consumo.

Dos sete indicadores apurados, cinco apresentaram retração em setembro. Entre as maiores variações estão a Perspectiva Profissional (-3,7%), o Nível de Consumo Atual (-1,2%) e a Renda Atual (-1,1%). Apenas a Perspectiva de Consumo (2,0%) apresentou avanço no mês.

Emprego sustenta confiança

A pesquisa revela que a segurança no mercado de trabalho é o principal fator de estabilidade. 54,2% dos entrevistados disseram se sentir mais seguros em relação ao emprego do que no ano passado, elevando o índice para 140,9 pontos. Entre os consumidores com renda acima de dez salários mínimos, esse número é ainda maior: 62,2% afirmaram estar mais confiantes.

Apesar da retração, a perspectiva profissional segue positiva para a maioria. O índice fechou setembro em 130,3 pontos, após queda de 3,7% no mês. Segundo os dados, 57,5% dos entrevistados acreditam em melhora nos próximos seis meses, enquanto 27,2% não esperam avanços.

Renda e consumo: estabilidade e cautela

A avaliação da renda atual mostra estabilidade: 53,4% afirmaram que ela está igual à do ano passado, 31,4% disseram estar melhor e 14,9% pior. O índice fechou em 116,6 pontos, abaixo do resultado de agosto.

O nível de consumo atual também reflete cautela. 33,7% das famílias afirmaram estar comprando menos em comparação ao mesmo período de 2024, enquanto 47,8% mantiveram o mesmo padrão e apenas 18,5% aumentaram as compras.

Já a perspectiva de consumo para os próximos meses subiu para 87,6 pontos, indicando leve otimismo. Para 49% dos entrevistados, os gastos devem se manter estáveis, enquanto 18,3% esperam aumento e 30,7% acreditam em retração.

Crédito e duráveis dividem opiniões

Em relação ao crédito, 55,5% das famílias afirmaram que o acesso está igual ao do ano passado, mas 22,8% consideram mais difícil obter empréstimos ou financiar compras a prazo. O índice fechou em 88,3 pontos, sinalizando restrições.

Já a compra de bens duráveis, como eletrodomésticos e eletrônicos, divide opiniões. 41% dos entrevistados acreditam ser um bom momento, contra 44,4% que consideram desfavorável. O índice ficou em 96,6 pontos.

Expectativa para o último trimestre

Para a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS, Regiane Dede de Oliveira, a chegada do último trimestre deve aquecer o varejo. “A recente liberação do 5º lote de restituição do Imposto de Renda, somada ao pagamento da primeira parcela do 13º salário do funcionalismo público, tende a impulsionar o poder de compra das famílias. Esses fatores podem reverter a leve retração observada em setembro. O dinheiro extra no bolso, aliado à segurança no emprego e às expectativas profissionais positivas, pode gerar um ambiente mais favorável ao consumo”, analisa.

Pesquisa

A coleta dos dados foi realizada com 500 famílias de Campo Grande nos últimos dez dias de agosto de 2025. O índice é considerado acima de 100 pontos quando há percepção de otimismo e abaixo de 100 quando prevalece a insatisfação.

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