Ministros discutem crise no Estreito de Ormuz e buscam apoio internacional antes de votação no Conselho de Segurança

Da Redação
China e Rússia intensificaram a articulação diplomática em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Em conversa telefônica realizada neste domingo, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou ao chanceler russo, Sergei Lavrov, que o país está disposto a ampliar a cooperação com Moscou no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.
A movimentação ocorre às vésperas de uma votação prevista no colegiado, que deve analisar uma proposta do Barein voltada à proteção da navegação comercial no Estreito de Ormuz, região considerada estratégica para o transporte global de petróleo e gás.
Cessar-fogo e diálogo político são prioridades
Durante a conversa, Wang Yi defendeu que a prioridade para a região é a adoção de um cessar-fogo imediato. Segundo ele, a solução para o conflito passa pela via diplomática, com diálogo e negociação entre as partes envolvidas.
A posição foi reiterada também pela diplomacia russa, que indicou alinhamento com Pequim na defesa de uma saída política para a crise.
De acordo com declarações oficiais, os dois países avaliam que é necessário ampliar o apoio da comunidade internacional a uma abordagem considerada “equilibrada” para conter o avanço do conflito.
Crise no Estreito de Ormuz amplia pressão internacional
O aumento das tensões no Golfo Pérsico tem impacto direto sobre o Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.
A região tem sido afetada por conflitos recentes que já se estendem por mais de um mês, com reflexos no mercado global de energia e no custo dos combustíveis.
China e Rússia têm defendido, de forma recorrente, a interrupção das hostilidades e a retomada de negociações políticas como forma de evitar uma escalada ainda maior.
Alinhamento diplomático ganha força
O diálogo entre os dois países evidencia uma convergência de posições em temas centrais da agenda internacional, incluindo a crise envolvendo o Irã e os desdobramentos das ações militares na região.
Segundo autoridades russas, há coincidência de entendimento entre Moscou e Pequim em diversos pontos, especialmente na crítica a intervenções consideradas unilaterais.
A expectativa agora recai sobre a votação no Conselho de Segurança, que pode indicar o grau de apoio internacional às propostas em discussão.





