Casos avançam com alta taxa de transmissão e pressionam sistema de saúde; autoridades falam em cenário de emergência

Da Redação
A cidade de Dourados pode enfrentar a maior epidemia de Chikungunya já registrada, segundo alerta feito pela deputada estadual Gleice Jane (PT). A avaliação ocorre após reunião com representantes da Força Nacional do SUS, que classificaram o cenário como grave e em expansão.
De acordo com a parlamentar, os dados indicam uma situação de emergência em saúde pública, com tendência de agravamento nas próximas semanas. “A situação é gravíssima. Podemos estar diante da maior epidemia de chikungunya da história”, afirmou.
Transmissão intensa e avanço regional
O diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, destacou que o surto já apresenta características de epidemia regional. Segundo ele, há indícios de circulação do vírus desde o fim do ano passado, com avanço tanto em áreas urbanas quanto em territórios indígenas.
A taxa de positividade, entre 76% e 78%, indica alta circulação viral, o que aumenta o risco de novos casos e amplia a pressão sobre os serviços de saúde.
Falta de estrutura e medidas emergenciais
A deputada também apontou a redução no número de agentes de endemias como um dos fatores que contribuíram para o agravamento do cenário. Para ela, o avanço da doença já era previsível diante do histórico de notificações.
Entre as medidas em discussão estão o reforço da rede hospitalar, com ampliação de leitos, e a distribuição gratuita de repelentes à população. A parlamentar também defende maior atuação do poder público municipal na prevenção e no atendimento.
Além da saúde, há preocupação com impactos sociais. A orientação é que órgãos de assistência social se preparem para atender famílias que possam enfrentar dificuldades decorrentes da doença.
Impactos prolongados da doença
Especialistas alertam que a chikungunya pode causar dores intensas e prolongadas, com recuperação lenta. Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 50% dos pacientes podem զարգuir com dor articular crônica, que pode durar meses ou até anos.
Estudos também apontam que entre 30% e 60% dos infectados apresentam sintomas persistentes, afetando atividades diárias e a qualidade de vida.
Outro fator de atenção é a facilidade de transmissão dentro das residências, o que pode levar ao adoecimento de vários membros da mesma família.
Prevenção ainda é principal estratégia
Diante do avanço da doença, autoridades reforçam a importância das medidas de prevenção, como o uso de repelentes e a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Os principais sintomas incluem febre alta, dores intensas nas articulações, fadiga e inchaço. A orientação é procurar atendimento médico ao surgimento dos primeiros sinais.
“A resposta depende de todos. Sem prevenção e cuidado coletivo, a tendência é de agravamento do cenário”, concluiu a deputada.





